
SENDO UM DOS MODELOS MAIS VENDIDOS NA EUROPA, A NOVA YAMAHA MT-09 TAMBÉM É UMA DAS REVELAÇÕES MAIS SIGNIFICATIVAS PARA 2021. AINDA NO DESIGNADO “PERÍODO DE LANÇAMENTO”, VAMOS ENTÃO INSPECIONAR TUDO O QUE ESTA HYPER NAKED TRAZ DE MAIS INTERESSE PARA O UTILIZADOR.

Desde que a Yamaha MT-09 original chegou ao mercado em 2013, o mercado Hyper Naked cresceu para se tornar um dos segmentos maiores e mais importantes para a marca japonesa. Este modelo foi revolucionário, apelou a quase 50.000 clientes europeus (entre 2013 e 2017) e em 2018 chegou a segunda geração do modelo, com um estilo rejuvenescido e um motor em conformidade com a norma EU4, que assegurou o sucesso contínuo deste modelo icónico.
Mas a evolução da MT-09 não se ficou por ai, e sucede em boa hora, precisamente quando no segmento das Naked 1000 esta moto do diapasão tem uma concorrente a crescer a olhos vistos: a Kawasaki Z900. Esta, para além de estar a superar a MT-09 em termos de vendas tem um motor mais potente (125 CV) mas penaliza no peso de 210 kg face à mais leve tricilíndrica de Iwata.
889cc, 119 CV e 189 kg
Mantendo-se 100% fiel aos seus princípios assentes na filosofia Hyper Naked, a MT-09 sofreu uma nova mudança de estilo e substancia para o próximo ano, apresentando melhoras consideráveis no peso, potência e outras características. Assim, para recuperar o seu domínio nesta categoria a nova Hyper Naked surge com dois objetivos claro: alcançar o “Kanno Seino” (performance emocionante) e, em segundo lugar, permitir ao condutor explorar a fantástica performance do motor e da ciclística com uma condução natural e confortável, complementada com um conjunto muito completo de ajudas eletrónicas à condução.
Vamos agora questionar os diversos aspetos da nova MT-09 de 2021, numa abordagem às especificações que mais interessam ao utilizador:
Mais ou menos despida?

Claramente, a nova MT-09 está mais desprovida de plásticos que no anterior modelo fazendo sobressair o quadro em formato diamante e musculatura mecânica. A Yamaha desenvolveu um design sem cobertura, no qual toda a carenagem desnecessária foi removida para conferir uma nova aparência dinâmica e ágil de todos os ângulos. O guarda-lamas dianteiro compacto e a tampa do farol minimalista são os únicos plásticos visíveis, desaparecendo os defletores dianteiros e os painéis laterais junto ao assento.

A nova MT-09 é assim uma pura naked mais do que nunca antes
foi, destacando o quadro de cor Crystal Graphite e o motor para conferir à moto
uma aparência musculada e de mecânica pura. O banco estreito e a traseira
pontiaguda, servem para enfatizar a beleza e a aparência minimalista. O design
geral é minimalista
O design compacto do quadro enfatiza o caráter puro e
atlético desta Hyper Naked definitiva, que pesa apenas 189 kg (menos 4 kg do
que o modelo atual) e significativamente menos do que a concorrente mais
próxima na classe “naked” de 900 cc.
O que oferece o novo motor CP3 de 889cc?

Em primeiro lugar devemos considerar os seus maiores níveis
de feedback e controlo, fator chave no enorme sucesso da MT-09 com a
performance entusiasmante do seu motor CP3 de tecnologia de planos cruzados de
3 cilindros. Acontece que, depois de 8 anos a proporcionar muitas emoções aos
seus proprietários, chega o momento do motor de 847 cc dar lugar a um novo
design que trouxe maiores níveis de potência e binário em toda a gama de rotações.
Para conseguir uma sensação de maior agilidade e binário, o motor de 2021 em conformidade com a norma EU5 foi totalmente reformulado e o seu peso foi reduzido. Praticamente todos os componentes principais do componente são novos, incluindo os pistões, as bielas, as árvores de cames e os cárteres. Mas, apesar da maior capacidade e do maior débito de potência, o grupo de potência de 2021, incluindo o novo escape é 1700 g mais leve do que no design atual – uma redução considerável no peso!

No entanto, a melhoria mais significativa (fundamental para
a melhoria drástica da performance e para o caráter mais dinâmico da nova moto)
pode ser vista no maior débito de binário do motor CP3. O binário máximo no
novo motor é de 93 Nm (antes 87,5 Nm), com o binário máximo a apenas 7000 rpm,
menos 1500 rpm na escala de rotações. A potência também subiu para marginais
119 CV obtidos às 10.000 rpm (antes 115 CV às mesma rotações).
Assim, é fácil concluir que a MT-09 melhora ainda mais o
binário emocionante que já tinha em 2020 com a adição do novo sistema Quick
Shift com funções de engates de dois sentidos ( mudanças superiores e inferiores).
Será mais poupada a MT-09 de 2021?

Os consumos do atual modelo eram um pouco exagerados, sobretudo quando a puxávamos a partir das 4.500/5.000 rpm. No novo motor de 889 cc o sistema de alimentação de combustível é totalmente novo.
Se por um lado a atual MT-09 tem os injetores de combustível montados diretamente na cabeça do cilindro, agora esse injetores de combustível estão montados no lado da válvula do acelerador, com o combustível a ser injetado na parte posterior das cabeças das válvulas de admissão: o sistema proporciona uma maior atomização do combustível, além de reduzir a aderência do combustível às paredes do canal de admissão. Com maior eficiência de combustão os engenheiros da Yamaha estima uma melhoria de 9% nos consumos.
Maiores sensações e rugído?

Tudo indica que sim, porque o controlo eletrónico do acelerador
Yamaha (YCC-T) da MT-09 foi melhorado para 2021 com a inclusão de um novo punho
com sensor de posição do acelerador (APSG). Semelhante à unidade equipada na
YZF-R1 e na R1M, este sistema “ride-by-wire” leve substitui a
configuração de polia do modelo anterior para proporcionar uma melhor sensação no
punho.
O novíssimo motor de 889 cc tem um sistema de admissão de ar de alta eficiência reformulado, e com um escape de novo design. Cada coletor em aço inoxidável tem um novo design, cada um com uma curvatura diferente. Curiosamente quase não se vêm as ponteiras que já não são curtas porque estão completamente inseridas no escape que passa sob o braço oscilante, mas agora com uma saída dupla.

O fabricante refere que a dupla ponteira emana um “ rugido contagiante em modo ‘estéreo’ “, mas acreditamos que esta mudança no desenho do escape também terá a ver com as exigências do Euro5. Teremos de esperar para a escutar ao vivo e perceber a sonoridade dos decibéis!
Quadro e braço oscilante com alterações?

A resposta é um rotundante sim! A MT-09 de 2021 apresenta um novíssimo quadro Deltabox em alumínio fundido com tecnologia CF (de enchimento controlado) de parede mais fina. Na prática trata-se de um processo de fundição novo da Yamaha que permite produzir estruturas de alumínio extremamente leves e resistentes, como é o caso do novo quadro e braço oscilante da MT-09. O novo quadro de alumínio com travessas gémeas de maior dimensão que vão diretamente do conjunto da caixa de direção até ao eixo do braço oscilante para otimizar a resistência, em conjunto com o subquadro e o braço oscilante com novo design permitiram uma redução de 2,3 kg em relação à estrutura da MT-09 de 2020.

O braços oscilante que tinha uma secção direita em forma de
“banana” tem agora um lado direito muito mais reto sendo mais leve 250
gramas. Outra mudança reside no eixo do braço oscilante, agora situado entre a
estrutura do quadro, em vez de os eixos serem montados no exterior do quadro,
como anteriormente. As novas jantes Spin
Forged dianteira e traseira são 700 g mais leves. Isto permitiu reduzir o
momento de inércia giroscópica das jantes, com uma redução significativa de 11%
na jante traseira, um grande contributo para a agilidade da MT-09.
Iluminação mais ou menos poderosa?

A nova MT-09 troca a anterior dupla ótica por um novo conjunto completo de faróis LED, que conta com um único farol central de projeção bifuncional com vários LEDs laterias, que projetam um feixe amplo, uniforme e potente com margens suaves, para definições de feixe de mínimos e máximos. As duas luzes de presença LED tornam a dianteira da moto mais arrojada e projetam a icónica forma em Y – característica para conferir à moto uma imagem predadora que representa a direção futura do design MT.

O tema é mantido na traseira, onde o farol traseiro LED leve projeta uma iluminação em forma de Y que confirma o ADN MT de nova geração da moto.

Transmissão melhorada?

Este é um dos pontos que não sofreu grandes alterações.
Mantem-se a caixa sincronizada de 6 velocidade que conta com o Sistema de
Mudanças Rápidas (QSS, Quick Shift System), que assegura engates de mudanças
superiores suaves e sem embraiagem com a aceleração ao máximo, e reduções
suaves. Juntamente com a embraiagem A&S, esta ajuda eletrónica permite ao
condutor otimizar os maiores níveis de binário do motor de 889cc para uma
aceleração mais emocionante, bem como uma melhor estabilidade e controlo do
quadro ao engatar mudanças mais baixas.
O que mudou na eletrónica e modos de condução?

A nova MT-09 é o primeiro modelo Yamaha Hyper Naked a ser equipado com uma unidade IMU de 6 eixos de alta tecnologia, uma das peças mais sofisticadas de eletrónica inteligente da indústria. Desenvolvida a partir do sistema utilizado na YZF-R1 desde 2015, a unidade IMU de 6 eixos na nova MT-09 é 50% menor e 40% mais leve graças a uma revisão exaustiva da disposição do sensor. A IMU de 6 eixos mede permanentemente a aceleração nas direções frente-trás, cima-baixo e esquerda-direita, bem como a velocidade angular nas direções de inclinação, oscilação e guinada da moto, enviando dados em tempo real para a ECU, que controla as ajudas eletrónicas à condução.

A gama de ajudas à condução inclui o Sistema de controlo de
tração (TCS) sensível à inclinação, o Sistema de Controlo do Escorregamento da
Embraiagem (SCS), bem como o Sistema de Controlo de Elevação (LIF) da roda
dianteira e o Sistema de controlo de travão (BC).
Ao monitorizar a diferença de velocidade entre as rodas dianteira e traseira, o TCS sensível à inclinação lateral ajuda a otimizar a força motriz do pneu traseiro durante a aceleração. O SCS ajusta a potência quando se prevê um deslizamento da roda traseira, o que permite ao condutor concentrar-se na condução. Da mesma forma, o LIF permite ao condutor concentrar-se na estrada ao ajustar o débito do motor para controlar a elevação da roda dianteira e suavizar o comportamento da máquina no arranque e na aceleração. A quarta ajuda eletrónica à condução é o BC, que funciona com o ABS ajudando a evitar o bloqueio das rodas durante as travagens bruscas durante a condução na vertical e inclinada.

O sistema de controlo de tração (TCS) tem três modos comutáveis, em que cada modo integra três dos sistemas de apoio ao condutor. Isto significa que os níveis de intervenção são alterados em simultâneo nos Modos 1 e 2. O Modo 1 oferece uma intervenção moderada, o Modo 2 oferece uma intervenção mais forte, e o Modo M permite ao condutor fazer definições manuais.
Ao evitar bloqueios e deslizes das rodas, bem como “cavalinhos” e derrapagens das rodas, estas ajudas eletrónicas reduzem a carga de trabalho do condutor, o que lhe permite concentrar-se mais ainda na estrada e desfrutar da experiência de condução.
Foi alterada a forma do painel de instrumentos?

O novo painel de instrumentos TFT de 3,5 polegadas conta com
um ecrã a cores completo que mostra dados claros e precisos. O tacómetro tipo
barra muda agora de cor à medida que as rotações aumentam e diminuem, e o ecrã
inclui um relógio, indicador de mudança de velocidade, temperatura da água e do
ar, entando ligado à unidade IMU de 6 eixos,
Melhorias no amortecimento e travagem?

A nova e leve suspensão dianteira KYB de elevada especificação é totalmente ajustável para amortecimento de pré-carga, compressão e ressalto. Além disso, funciona com as definições de fábrica revistas, que coincidem com o carácter do novo quadro compacto e de maior rigidez, e reduz a tendência para inclinar. O design da biela de suspensão traseira foi alterado e o novo amortecedor traseiro KYB regulável também para se adaptarem ao novo quadro da MT-09.

Para ficar à altura da maior performance do motor e do carácter mais ágil do quadro, a MT-09 é o segundo modelo Yamaha a ser equipado como um sistema de travagem dianteiro do tipo YZF-R1. Com uma bomba principal radial Nissin em que o pistão se move numa direção paralela à do curso da alavanca de travagem, esta tecnologia da classe Supersport oferece um débito mais linear de pressão hidráulica aos dois travões de disco frontais para desfrutar de uma excelente capacidade.

FICHA TÉCNICA
MOTOR
Tipo de motor: 3 cilindros CP3, 4T, 12 válvulas DOHC com
arrefecimento líquido
Cilindrada: 890 cc
Diâmetro x curso: 78 × 62,1 mm
Taxa de compressão: 11.5 : 1
Potência máxima: 87,5 kW (119 CV) a 10.000 rpm
Binário máximo: 93 Nm (9,5 kg-m) a 7000 rpm
Sistema de lubrificação: Cárter húmido
Tipo de embraiagem: Multidisco em banho de óleo
Sistema de ignição: TCI
Sistema de arranque: Eléctrico
Sistema de transmissão: caixa sincronizada de 6 velocidades
Transmissão final: Corrente
Consumo de combustível: 5.0 L/100 km
Emissões CO2: 116 g/km
Alimentação: Injeção de Combustível
PARTE CICLÍSTICA
Quadro: tipo Diamante
Ângulo do avanço de roda: 25º
Trail: 108 mm
Suspensão dianteira: Forquilha telescópica, curso 130 mm
Suspensão traseira: Braço oscilante, suspensão de ligação
por braço, curso 122 mm
Travão dianteiro: Dois discos, Ø298 mm
Travão traseiro: Disco, Ø245 mm
Pneu dianteiro: 120/70 x 17’
Pneu traseiro: 180/55 x 17’
DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES
Comprimento total: 2090 mm
Largura total: 795 mm
Altura total: 1190 mm
Altura do assento: 825 mm
Distância entre eixos: 1430 mm
Distância mínima ao solo: 140 mm
Peso (incluindo óleo e gasolina): 189 kg
Capacidade do depósito: 14 lt.






















