O jogo das cadeiras, a “silly season”… chamem-lhe o que quiserem, mas ela já chegou ao Campeonato de WSBK. Os pilotos começam a ser confirmados para a temporada de 2027, enquanto outros já têm contratos assinados e, como é habitual, os rumores começam também a ganhar força. Afinal, quem vai correr por onde em 2027?
Vários pilotos entraram na temporada de 2026 já com vínculo garantido para o ano seguinte. Sam Lowes (ELF Marc VDS Racing Team) assinou um contrato de dois anos aquando da sua última renovação, enquanto Andrea Locatelli (Pata Maxus Yamaha), Stefano Manzi (GYTR GRT Yamaha WorldSBK Team) e o seu colega de equipa Remy Gardner têm contratos com a Yamaha Motor Europe que abrangem também a época de 2027.
Além dos pilotos que já chegaram a 2026 com contrato para 2027, os anúncios para a próxima temporada começaram a surgir.
Na ronda da Emilia-Romagna, a Kawasaki WorldSBK Team anunciou que Garrett Gerloff continuará na equipa em 2027, tornando-se o primeiro piloto a ser oficialmente confirmado para a próxima época fora do grupo dos que já tinham contrato.
Também em Misano, a bimota by Kawasaki Racing Team confirmou a continuidade de Alex Lowes e Axel Bassani para 2027.
Durante a World Ducati Week, a Barni Spark Racing Team anunciou a renovação de Yari Montella para 2027, naquela que será a sua quinta temporada com a equipa entre WorldSSP e WorldSBK.
Já no início da pausa de verão, a Aruba.it Racing – Ducati confirmou a renovação de Iker Lecuona para as temporadas de 2027 e 2028.
A forma mais simples de responder é: praticamente todos os restantes pilotos.
Alguns nomes de destaque foram anunciados apenas para 2026, incluindo pilotos de equipas oficiais como Nicolò Bulega (Aruba.it Racing – Ducati), Somkiat Chantra (Honda HRC), o seu colega Jake Dixon e ainda Xavi Vierge (Pata Maxus Yamaha).
Entre os pilotos de equipas independentes, apenas Sam Lowes e Yari Montella têm o futuro assegurado. Quando cair a primeira peça importante deste dominó, é expectável que muitas outras se sigam rapidamente.
Bulega lidera atualmente o campeonato depois de ter terminado como vice-campeão do Mundo de Superbike por duas vezes, e o piloto italiano tem sido apontado a uma mudança para o MotoGP em 2027.
O #11 já foi confirmado como piloto de testes da Ducati para o desenvolvimento das futuras MotoGP de 850cc equipadas com pneus Pirelli, e tem sido frequentemente questionado sobre o seu futuro.
Embora não tenha revelado muitos detalhes, após a ronda de Aragão admitiu que existem negociações em curso e, antes de Misano, afirmou que já tinha novidades, mas que ainda não as podia divulgar.
Com vários lugares e transferências de peso já anunciados no MotoGP para a próxima época, resta agora esperar para perceber quem ocupará cada vaga e qual será o impacto dessas decisões no mercado do WorldSBK.
Naturalmente, à medida que algumas vagas são preenchidas e outros pilotos perdem espaço, os rumores começam a multiplicar-se.
Alex Rins confirmou no início do ano que não continuará na Monster Energy Yamaha Racing no MotoGP e, durante o Grande Prémio da Alemanha, revelou estar à procura de uma oportunidade no WorldSBK.
Na BMW, o fabricante alemão ainda não exerceu, até à ronda do Reino Unido, as opções de renovação previstas nos contratos de Miguel Oliveira (ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team) e do seu colega Danilo Petrucci.
Durante a primeira sessão de treinos livres em Donington Park, o diretor da equipa, Shaun Muir, explicou os motivos dessa decisão.
Por seu lado, Petrucci afirmou estar satisfeito na BMW e disponível para continuar, enquanto Miguel Oliveira admitiu que está a “explorar outras opções” para o futuro.
















