Ensaio – Honda NC750X DCT: Aventureira renovada

Por a 9 Agosto 2016 11:34

Dando continuidade ao sucesso que tem tido mundialmente, em Portugal tem sido número de vendas, a NC750X renovou-se para ser mais prática e oferecer mais conforto e melhor equipamento.

A Honda NC750X foi um sucesso desde o dia do início da sua comercialização em 2012. O “segredo” está na junção de vários factores, como o seu preço, baixo consumo e a sua imagem de aventureira. Em 2014 recebeu uma importante actualização com a subida da cilindrada de “700” para “750”, e outros dois anos passado recebe agora um rejuvenescimento de imagem e nova programação da transmissão automática.

Desde o início até hoje, a família NC vendeu mais de 130.000 unidades das quais 70.000 foram no mercado europeu. Neste mercado a NC750X foi responsável por 33.000 vendas, um valor que demonstra bem as preferência que esta versão gera face às outras duas, a NC750S e a Integra.

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A renovação

Para se manter apetecível a NC750X apresenta-se actualizada este ano, procurando ter uma maior presença aventureira e mais conforto, isto nas palavras da marca. A imagem foi actualizada com a introdução de luzes de LED e uma traseira nova, onde o farolim surge integrado na moto, ao invés do anterior que era “pendurado” no guarda-lamas. Esta solução garante uma imagem de maior robustez à traseira. Ainda na zona da traseira destaca-se o silenciador que é agora mais compacto e, cumprindo a norma Euro4, tem uma nova sonoridade, um pouco mais grave.

Caixa de dupla embraiagem

No campo técnico a maior novidade surge na programação da transmissão automática de dupla embraiagem, DCT. Esta tem agora três modo desportivos (S), que se juntam ao automático normal (D). Os novos modos desportivos, S1 e S3, são um pouco mais “descontraído” e mais “agressivo”, respectivamente, que o S2, que tem a mesma programação do S que já existia nos modelos anteriores. A nova programação da caixa automática tornou mais suave o processo de reaceleração, reduzindo qualquer hesitação que houvesse na reabertura do acelerador.
O DCT tem vindo a ganhar aceitação, sendo escolhido em 48% das vendas nos modelos que o têm como opcional. Na NC750X este sistema começou por representar 12% das vendas em 2012 para chegar aos 45% em 2015.

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Conforto

No campo do conforto destaca-se o ecrã dianteiro maior e com um novo desenho que garante mais protecção e menor turbulência. As suspensões foram actualizada com diferentes afinações e na frente, a forquilha Showa utiliza o sistema Dual Bending Valve, na parte hidráulica. O funcionamento deste dois elementos foi irrepreensível ao longo do trajecto que realizamos durante a apresentação. O controlo dos movimentos pareceu-nos sempre muito bom, mesmo quando o ritmo subiu para uma condução mais animada. A irregularidades de piso são passadas quase sem se notarem, e só depressões mais acentuadas podem sentir-se no amortecedor traseiro, mas sem gerar grande desconforto. A geometria do quadro garante um comportamento bastante neutro, embora não seja uma referência em rapidez de direcção. A frente tem o “peso” perfeito para nos dar uma excelente confiança de condução, que nos permite descrever sequências de curvas sem sobressaltos. O assento de dois níveis, para passageiro e condutor, continua a oferecer um bom apoio e conforto mesmo durante algumas horas seguidas de utilização.

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Prazeres do automático

Este primeiro contacto foi com a versão da NC750X com caixa automática de dupla embraiagem DCT. Uma vez mais confirmámos as vantagem da transmissão automática no conforto de utilização. Durante o percurso que realizámos, optámos por ter seleccionado na maior parte do tempo o modo S1. Este passa de caixa um pouco mais cedo que o anterior S, não deixando o motor fazer tanta rotação. Pareceu-nos o ideal para o nosso estilo de condução e para a maioria das situações de utilização. Apenas sentimos que deixava cair as rotações em demasia na entrada de algumas curvas, mas um toque no botão para reduzir mais cedo e tudo se resolve a nosso gosto. Durante uma zona de condução mais empenhada, utilizámos a caixa no modo S2, para termos uma resposta mais pronta à saída da curva. O modo D é bastante “descontraído”, o ideal para rolar e fazer consumos baixos. Numa utilização “activa” em cidade foi novamente o modo S1 que melhor resolveu todas as situações. Curiosamente, durante todo o contacto, nunca sentimos a necessidade de utilizar a caixa no modo manual, para o qual existem duas patilhas no punho esquerdo. Estas actuam, subindo ou reduzindo de relação, mesmo quando temos o modo automático seleccionado.

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Honesta

Honesta é a melhor palavra que encontramos para caracterizar a NC750X. É uma moto que procura cumprir sem mácula as necessidades base de qualquer utilizador de duas rodas. O seu motor garante umas prestação muito aceitáveis quando se circula a ritmos moderados, num fundo aqueles que assumimos a maior parte do tempo que andamos de moto. Responde bem desde baixos regimes e é muito agradável de utilizar. Apenas notamos as suas limitações se tentarmos fazer uma condução onde se explore rotações mais elevada ou se juntarmos passageiro e bagagem para uma viagem. Mas essa é uma das maravilhas da NC750X, é que esta moto que dá tão bem se em ambiente citadino, tem qualidades que nos convidam a fazer viagens “a dois”.

A posição de condução garante uma boa postura do tronco e braços, mas para a minha estatura (1,84 m), o assento fica muito baixo em relação aos pousa-pés. obriga as pernas a assumirem uma curvatura mais acentuada que o esperado. Mas só desta forma a Honda consegue oferecer uma altura do assento ao solo que deixa “confortáveis” os utilizadores menos experientes. Esta é a outra honestidade da NC750X, consegue ter característica que agradam tanto a motociclistas experientes como aos que estão a dar os primeiros passos nos mundo das duas rodas.

Polivalência que convence

A NC750X voltou a convencer-nos, e agora até gostamos do desenho da traseira. Com um preço de 7300€ na versão base e consumos que rondaram os 4,3 lt durante este contacto, onde não fomos nada meigos com o acelerador, é uma compra acertada para quem procura uma moto verdadeiramente polivalente, muito prática para ser usada no dia a dia e com tamanho e conforto que nos levam a querer viajar. Por mais 900€ nós escolhemos a nossa NC750X na versão DCT.

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Honda Integra

A Integra é, desta linhagem de NC’s, o modelo que mais surpreendeu no ano de lançamento. Com ela a Honda procurou cruzar o conceito de moto com o de scooter, para conseguir um veículo que oferece o melhor dos dois mundo. A posição de condução é bastante mais puxada para a traseira que a “X” e a “S”, e os pés têm um pequeno estrado de cada lado, podendo estar mais atrás, com a pernas dobradas, ou esticados para a frente. A ampla carenagem frontal, com um ecrã alto e largo, garante uma excelente protecção contra a deslocação de ar. O assento tem um bom nível de conforto desenhado com dois níveis independentes para cada ocupante.

A renovação da Integra foi, tal como na “X”, maioritariamente estética. Na frente recebeu uma nova óptica com iluminação LED e a traseira tem agora o farolim integrado. A caixa automática recebeu a mesma actualização das restantes NC, com nova programação e três modos “Sport”. A sua estrutura mecânica é igual à da “X”, com jantes grandes de 17″ e o mesmo quadro. As suspensões têm um curso menor, mas tecnologicamente são iguais. O seu funcionamento apresentou durante o contacto, as mesmas boas qualidade da “X”, diferindo apenas por parecerem um pouco mais “directas” nas reacções, claramente devido ao menor curso disponível.

Dada à nossa posição de condução mais descontraída, na Integra temos um tacto menos perfeito da direcção. Mas a estabilidade garantida por toda a ciclística é igual, muito neutra. O “pisar” é seguro e podemos manobra-la com toda a confiança, quer a baixa velocidade como numa condução mais dinâmica.

Na nossa opinião, a Integra falha apenas pela ausência de um bom espaço de arrumação integrado, algo que tanto a NC750X e S oferecem. Para solucionar a situação a Honda tem uma interessante linha de malas e topcase. Apenas com a versão automática, a Honda Integra tem um preço de 9.250 euros.

FICHA TÉCNICA

Honda NC750X DCT

Cilindrada- 745 cc

Potência- 54 cv

Depósito- 14,1 lt

Peso- 230 kg

Tipo: 2 cil. paralelos, refrigeração por líquido

Distribuição: 8 válvulas

Binário: 68 Nm às 4750 rpm

Embraiagem: multidisco, dupla embraiagem

Caixa: seis velocidades

Transmissão: por corrente

Quadro: estrutura tubular em aço

Suspensão dianteira: forquilha Kayaba de 41 mm, curso de 153,5 mm

Suspensão traseira: dois amortecedores Kayaba, curso de 150 mm

Travões: disco de 320 mm + disco de 240 mm com ABS de 2 canais

Rodas: 120/90-17” + 160/60-17”

Distância entre eixos: 1.535 mm

Altura do assento: 830 mm

Cores disponíveis:  

Mat gunpowder clack metallic

Candy Arcadian red

Sword Silver Metallic

Matte pearl glare white

Glint blue wave metallic

Preço:  8200 € (7300€ v.base)

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Texto: Marcos Leal

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