ANDAR DE MOTO EM GRUPO É COMUM AO FIM-DE-SEMANA, E MAIS SE ACENTUA COM DIAS DE SOL CONVIDATIVOS À PRATICA DO MOTOCICLISMO. PORÉM, NÃO POUCAS VEZES É FEITO NUMA GRANDE BAGUNÇA, CONFUSÃO DE REGRAS E EGOS ONDE NINGUÉM SE ENTENDE. SAIBA ENTÃO ALGUMAS MEDIDAS A TOMAR PARA TORNAR A CONDUÇÃO EM GRUPO MAIS SEGURA.

Em primeiro, saiba que nada o impede de andar em grupo na
estrada, obviamente que com as devidas distancias de segurança e respeitando as
regras do Código da Estradas; mas por favor, não sigam aquele péssimo exemplo
dado por alguns cicloturistas que teimam em circular de bicicleta a par (a dois
ou a três) ocupando toda uma faixa de rodagem, pondo em causa a sua própria
segurança e dos outros.
Naturalmente, porque estamos em estado de emergência, com
limitações de circulação entre concelhos, alguns passeios de moto terão que
esperar por melhores dias. Porém, aproveitemos esta pausa para uma reflexão
séria sobre os passeios em grupo, vantagens e desvantagens dessa prática de
convívio, respeitando o devido distanciamento social a que nos obriga a todos o
Covid19.
Andar em grupo pode ser perigoso?

A resposta simples, é sim. Andar de moto pode ser
considerado um passatempo perigoso, e também multiplicar bastante o número de motos
pode aumentar o risco. Mas essa não é a história toda! Se está com um grupo de
amigos, eles devem saber algumas informações sobre si, para dar aos serviços de
emergência em caso de sinistro. Passeios em grupo também significa que existem
mais hipóteses de um dos seus companheiros o ver acidentado e chamar prontamente
os serviços de emergência, informando-os do local do sinistro. Ainda muito
recentemente, um motociclista saiu de casa sozinho para o seu passeio domingueiro
habitual, e esteve desaparecido vários dias, até ter sido encontrado morto num
local ermo.
Como tornar um passeio em grupo mais seguro?

Embora a ideia de pegar num monte de amigos – com quem fale
diariamente no Facebook ou Twitter – e marcar um passeio ao Cabo da Roca, ao
Cabo Espichel e outros pontos de encontro habituais de Norte a Sul de Portugal,
até possa dar uma boa história para o Instagram, na realidade, pode até ser uma
má ideia.
Sem conhecer pessoalmente os outros participantes no grupo, há sempre uma grande hipótese de haver um ‘Billy The Kid’ que tentará se afirmar como o líder do grupo. Se for ele que vai a dirigir o grupo em fileira, as hipóteses de se ultrapassaram os limites normais de velocidade são perigosamente altas.

Se não tiverem um bom conhecimento uns dos outros, alguns
motociclistas com quem está a rodar em grupo podem não estar familiarizados com
a rota que planeou, com o ritmo que você normalmente mantém, como lida com os
cruzamento, e tudo pode resultar numa enorme confusão em que ninguém se
entende. Assim, se alguns elementos do grupo são novos, é uma boa ideia fazer
um briefing, falando com todos antes de iniciar o passeio, para se ficar com a
certeza de que todos se vão entender.
Quem vai à frente e atrás, os mais rápidos ou os mais lentos?

É muito simples. Não deixem de fazer o vosso próprio ritmo
mas adaptem-no ao grupo. Procurem uma média de velocidade que se adapte a
todos… mas sempre respeitando os limites legais para não serem mandados parar
pelas autoridades. Por outro lado, os acidentes são muito mais propensos a
ocorrer quando um condutor está a perseguir um grupo de outros condutores muito
mais rápidos e experientes… Caso não os consiga acompanhar, não se importe de
ser o ‘vassoura’ do grupo, até porque isso não é nenhuma desonra, e estará a
proteger a sua vida. Uma solução para melhorar a sã convivência no grupo, é
colocar alguns dos mais experientes na cauda do grupo.
Há uma escola de pensamento que diz que o mais lento deve sempre ir atrás. Embora isso signifique que não vai ser pressionado pelos mais rápidos, isso também significa que esses são os que mais vão ‘sofrer’ nas ultrapassagens, ficando mais sujeitos a um erro. Portanto, desculpem-nos, mas não subscrevemos essa ideia do mais lento atrás.

Podemos ultrapassar dentro do grupo?

Isso é algo para resolver antes do passeio. Mas se feito
corretamente numa estrada com bom piso e boa visibilidade, não há razão para
não o fazer. O principal a lembrar é permitir ao outro espaço suficiente para o ultrapassar, avisando-o
que não vem ninguém em sentido contrário. Se é você que exerce a ultrapassagem,
confirme também pelo seu espelho se vem alguém atrás de si e também se prepara
para o ultrapassar. Coloque o pisca cedo e deixe-o ligado por um momento antes
de iniciar a manobra. Na maior parte do tempo, o motociclista que está a
ultrapassar deve vê-lo e mover-se para a direita, dando-lhe sinal de passagem.
Sendo um condutor pouco experiente, não é nada aconselhável
ter por companhia noutra moto um idiota chapado, que com uma moto em mau estado
e barulhenta, faz tudo para levar a moto no redline e deita em todas as curvas para
tocar com o joelho no chão. Não há necessidade nenhuma disso! E na próxima
paragem para tomar café, repreenda-o por essa atitude e diga-lhe: “Corridas são
no circuito amigo!”
O que posso fazer em caso de acidente?

Em primeiro lugar, baixe a velocidade progressivamente, observando nos espelhos se não vem nenhum louco atrás de si. A próxima coisa mais importante a fazer é avisar os outros. Se o acidente estiver à sua frente, acenda as 4 luzes de emergência e estacione a sua moto com segurança. Se puder, e é seguro fazê-lo, estacionar num pequeno ângulo com as luzes de perigo piscando pode ser usado como um sinal de alerta para os outros. Fazer os outros perceber que há ali um acidente é uma excelente ideia.

Depois de uma avaliação rápida dos condutores envolvidos no
acidente, se necessário havendo feridos, contacte de imediato os serviços de
emergência. Dê-lhes o máximo de informações sobre o local e sobre os
envolvidos. Um bom profissional de emergência médica saberá canalizar da melhor
forma essas informações.













