MotoGP, 2020: Petrucci na KTM… Tech3

Por a 26 Junho 2020 12:30

A mudança de Danilo Petrucci da Ducati para a KTM tem sido um segredo aberto há vários dias, desde 18 de Junho. Foi agora oficialmente confirmada pela KTM, mas… para a equipa Tech3!

Com a anunciada saída do líder da equipa Pol Espargaró após a temporada de 2020, não era preciso muito para prever que a KTM tentaria preencher a sua formação de MotoGP com quatro pilotos fortes das suas próprias fileiras. Até porque em tempos de crise com o Coronavírus, a poupança não deixa de ser um requisito para os austríacos.

Por esta razão, até foi inicialmente ponderado se o piloto de testes Dani Pedrosa, de 34 anos, seria persuadido a voltar a correr durante uma temporada como piloto regular. Mas o tri-campeão mundial não aceitou a ideia.

Uma vez que Miguel Oliveira já em Outubro tinha afirmado a sua pretensão a um lugar na KTM Red Bull Factory ao lado de Pol Espargaró, uma transferência do português para a equipa de fábrica da KTM foi uma das opções desde o início.

Havia um forte argumento para continuar a promover os formandos da Academia de MotoGP interna e transferir o talentoso antigo campeão do mundo de Moto3 Jorge Martin da equipa Ajo para a KTM Tech3 no Mundial de MotoGP. Mas três dias antes da deserção de Pol Espargaró, a 5 de Junho, Jorge Martin e o seu empresário Albert Valera também anunciaram a separação da KTM. O atual candidato ao título de Moto2 assinou com a Ducati Pramac…

Ao mesmo tempo, no seio da KTM, houve vozes que, devido à necessidade de desenvolver ao máximo a KTM RC16, exigiam um compromisso com um piloto forte de MotoGP.

Lorenzo, Dovizioso e Petrucci, por exemplo, eram nomes considerados para o lugar.

No entanto, havia fortes dúvidas sobre a competitividade de Lorenzo face à época de 2019 na Honda Repsol. Por isso, o Maiorquino nunca esteve em discussão na KTM, além de que, disposto a discutir ao nível dos 6 milhões de Euros, ou 4 vezes mais do que Pol Espargaró, também não se encaixava na tabela salarial.

Simone Battistella, empresário de Andrea Dovizioso, negociou com a KTM na Áustria, mas sentiu pouco interesse pelo seu piloto, que vai ter 34 anos em 2021, na casa de Mattighoffen.

Agora tudo é claro: a KTM planeava promover Miguel Oliveira, desde 2015 com a marca, para a KTM Red Bull Factory o tempo todo.

Além disso, Danilo Petruccio, 6º no mundial  de 2019, encaixa-se muito melhor no tecto salarial da KTM, afetado pela crise do Corona, e com garantias de apoio da fábrica e material idêntico, foi facilmente persuadido a mudar-se para a equipa da Tech3, que começará em 2020 com Oliveira e Lecuona com o mesmo material que Pol Espargaró e Brad Binder na equipa de fábrica.

Petrucci e o seu empresário Vergani estavam dispostos a fazer concessões para evitar ter de aceitar o prémio de consolação da Ducati no Campeonato do Mundo de Superbike e não precisar de negociar com a administração da Aprilia, a opção ainda aberta na MotoGP.

Além disso, a KTM está a planear um novo conceito para 2021. “Já não discriminamos entre equipas A ou B”, explicou o diretor de corridas da KTM, Pit Beirer. “Os quatro pilotos de fábrica recebem material idêntico, para se sentirem juntos como uma grande equipa. Aqueles que estiverem à frente na tabela do Campeonato do Mundo serão fornecidos com as eventuais novas peças como prioridade.”

Por seu lado, a equipa Tech3 de MotoGP participa na classe rainha desde 2000, e os dois primeiros anos ainda competiu na categoria de 500cc.

A Tech3 nunca conseguiu uma vitória no GP da classe rainha, como acontece com a Ducati Pramac, mas com Danilo Petrucci, o dono da equipa, Hervé Poncharal, terá pela primeira vez um vencedor de MotoGP nas suas fileiras desde Dovizioso.

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