Marc Márquez dominou o Sachsenring. Com uma dupla vitória, tanto na Sprint como no Grande Prémio, o campeão espanhol reafirmou o seu estatuto de Rei do circuito alemão, reduzindo para apenas 18 pontos a diferença para a liderança do Campeonato do Mundo.
Foi uma recuperação impressionante do mais velho dos irmãos Márquez, que voltou a afirmar-se entre os principais candidatos ao título, aproveitando os contratempos do antigo líder do campeonato, Marco Bezzecchi, e as dificuldades sentidas pelo novo líder da classificação, Jorge Martín.
Foi precisamente com Martín que Francesco Bagnaia travou uma intensa luta pelo quinto lugar nas voltas finais do Grande Prémio da Alemanha. Um duelo que trouxe recordações do passado e que terminou a favor do piloto da Aprilia, mas que deixa boas perspetivas para a segunda metade da temporada.
Por isso, Davide Tardozzi, diretor da equipa oficial da Ducati, fez um balanço positivo da 11.ª ronda do campeonato.
“O balanço geral? Muito bom para o Marc, apesar de sabermos que ele ainda não está na sua melhor forma. Penso que esta pausa de um mês só lhe pode fazer bem”, afirmou.
Sobre Bagnaia, acrescentou:
“Quanto ao Pecco, durante todo o fim de semana faltou-lhe confiança na frente da moto e também alguma aderência na traseira, especialmente nas curvas 6, 7 e 8, e isso fez uma diferença negativa para ele. Infelizmente, não conseguiu ultrapassar o Martín, mas a agressividade que mostrou e o facto de ter dado tudo, mesmo sem sentir a moto da forma que gosta, foram aspetos que apreciámos. Agora cabe-nos a nós trabalhar para lhe dar aquilo de que precisa para recuperar a confiança. Sabemos muito bem que é um piloto rápido, por isso temos de encontrar o equilíbrio certo.”
Apesar dos infortúnios de Bezzecchi, a Aprilia continua forte graças a Jorge Martín e às surpreendentes prestações dos pilotos da Trackhouse. A classificação está mais aberta e equilibrada do que muitos esperavam.
“Todos tivemos momentos de sorte e de azar, por isso, no final, o cenário global acaba por ser bastante equilibrado para todos. Estamos a meio da época e há seis pilotos separados por apenas alguns pontos. Isso é ótimo para os adeptos em casa, para quem acompanha o MotoGP, para quem vai aos circuitos e para a segunda metade do campeonato”, comentou Tardozzi.
“Acredito que haverá pistas onde os nossos rivais serão mais competitivos do que nós e vice-versa. Neste momento, penso que as motos estão mais ou menos ao mesmo nível. Depois, claro, são os pilotos que fazem a diferença em determinadas situações.”
O campeonato deste ano é completamente diferente do de 2025, quando Marc Márquez conquistou o título com cinco rondas de antecedência.
“Claramente, o Marc estava muito melhor fisicamente no ano passado”, recordou Tardozzi.
“O que aconteceu na Indonésia e depois a queda em Le Mans — que revelou outro problema que pensávamos ter resolvido durante o inverno — teve um enorme impacto no início da sua temporada. Acredito que ele vale muito mais do que aquilo que mostrou nas primeiras corridas e penso que o demonstrou nas últimas quatro rondas. Na Holanda teve de se conter, mas nas outras três venceu, mesmo sem estar fisicamente na sua melhor condição.”
O responsável da Ducati não tem dúvidas sobre a importância do espanhol para a equipa.
“Vou repeti-lo e sublinhá-lo: acredito que o Marc traz um valor acrescentado e isso é indiscutível. Penso que está a recuperar a confiança na moto, mas a sua condição física tem de o acompanhar. Enquanto não estiver a 100%, não teremos um Marc capaz de ser tão competitivo como foi no ano passado.”
















