No Grande Prémio da Alemanha, Fabio Quartararo conseguiu um dos seus melhores resultados da temporada ao terminar na sétima posição, sendo a Yamaha mais bem classificada. Apesar das limitações da M1, o francês saiu satisfeito com o desempenho em Sachsenring e aproveitou para refletir sobre o trabalho realizado, a sua motivação para o resto do campeonato e as expectativas para o futuro.
Sobre a luta em pista com Jorge Martín, Quartararo explicou:
“Foi uma batalha dura com o Martín. Estive perto de cair na Curva 3 na primeira volta. Depois toquei no Jorge na Curva 5. Mais tarde ele alargou um pouco a trajetória na Curva 8, mas não me queixo, as corridas são assim. O problema foi que saíamos muito mal da Curva 7, perdendo a aderência que tínhamos. O Jorge, o Pecco e o Acosta estavam logo atrás de mim. Depois mantive praticamente a mesma posição durante toda a corrida.”
O piloto francês admitiu que o resultado final superou as suas expectativas:
“É um grande resultado. O meu objetivo era terminar em nono porque o ritmo era exatamente o mesmo de ontem. Já seria um grande resultado. Entretanto, o Alex e o Diggia caíram, por isso acabámos em sétimo. Mas, sinceramente, o nono lugar era o objetivo para hoje.”
Apesar do bom resultado, Quartararo considera que não há grandes conclusões técnicas a retirar para Silverstone:
“A questão é que não posso levar nada daqui porque, na verdade, esta é a moto com que corri em Barcelona e a mesma moto que utilizei durante todo este mês. Não acho que exista algo que possamos aproveitar especificamente para Silverstone.”
Ainda assim, destacou um dado importante:
“É interessante perceber que todos os meus melhores resultados deste ano foram alcançados com esta moto e com esta configuração. Acho que não precisamos de procurar muito mais nem de tentar descobrir novas soluções. Devemos concentrar-nos no que já temos em vez de mudar constantemente muitas coisas.”
Questionado sobre a motivação para o resto da temporada, Quartararo foi direto:
“Para mim não muda muita coisa, mas prefiro acabar em sétimo do que em décimo quinto, por isso essa será a minha forma de me manter motivado até ao final. Sei que isso não vai alterar muita coisa para mim, mas quero estar preparado para o próximo ano.”
O francês também alertou que a mudança de equipa não significa necessariamente um caminho sem dificuldades:
“Não é por mudar que tudo vai ser perfeito. Vou certamente encontrar dificuldades na próxima etapa da minha carreira. Por isso quero exigir o máximo de mim próprio, aprender e descobrir até onde consigo evoluir como piloto.”
Sobre a sua abordagem mental, esclareceu:
“Não é uma questão de motivação. É apenas ter uma direção clara. Na sexta-feira queria utilizar a moto com que corri no domingo, mas a equipa quis experimentar algo diferente, aquilo que usámos na Ásia. No sábado de manhã voltámos a esta moto e fui mais rápido. Portanto, havia algo que não estava a funcionar na configuração de sexta-feira.”
Quartararo reconheceu ainda que o futuro próximo não deverá ser fácil:
“Nesta nova etapa haverá certamente momentos difíceis. É precisamente por isso que quero dar tudo até ao final. Ainda tenho muito para aprender e acredito que isso também acontecerá na segunda metade da temporada.”
O campeão do mundo de 2021 mantém os pés assentes na terra para Silverstone:
“A melhor forma de encarar Silverstone é lembrar o que aconteceu no ano passado. Fizemos a pole position e estávamos na frente da corrida. Sabemos o que aconteceu depois, mas este ano não temos potencial para lutar por essas posições. Ainda assim, vou fazer tudo para ser rápido.”
Por fim, Quartararo foi sincero sobre a sua relação com a Yamaha nesta fase:
“Embora soubesse desde o início da temporada que não iria continuar na Yamaha, esperava que houvesse alguma evolução. Queria sentir-me melhor, por mim e pela marca. Mas agora sei que eles estão totalmente focados no projeto da moto de 850 cc. Por isso não espero nada deles. Não peço nada, apenas tento tirar o máximo partido do que tenho.”
















