O piloto maiorquino conseguiu terminar a corrida, algo que, por si só, já o deixa satisfeito, pelo simples facto de ter conseguido levar a moto de volta à box. No entanto, apesar desse lado positivo, Joan Mir precisa de mais e melhor desempenho por parte da Honda para melhorar os seus resultados. Na marca da asa dourada continuam a trabalhar para evoluir, mas nem tudo acontece de um dia para o outro. As palavras do piloto foram-nos transmitidas, segundo o site https://www.motosan.es, a partir do MotorLand Aragón.
Mir terminou a corrida de domingo na 12.ª posição.
«A realidade é que é preocupante. Não é a posição, isso é o menos importante. O preocupante é ter terminado a mais de dez segundos do meu tempo de corrida do ano passado. E isso quer dizer que alguma coisa se passa. A moto não é muito diferente. E, na verdade, as sensações desde sexta-feira têm sido muito más.»
Sobre os pontos positivos e negativos da Honda durante a corrida, Mir explicou:
«Sempre que faço boas corridas, o discurso é semelhante. Recupero nas entradas aquilo que perco nas saídas das curvas e, nesta corrida, não consigo parar a moto. É inviável. Se me tirarem isso, não tenho qualquer vantagem em nenhum aspeto da pilotagem. Não consigo fazer nada, não me sinto confortável nem tenho armas para lutar.»
Mir mostra-se satisfeito, pelo menos, por não ter caído:
«No final, estou contente porque, quando a corrida e o fim de semana correm assim, conseguir levar a moto até à box também é algo que, como podem ver, custa muito. É claro que não quero terminar nesta posição. Não é algo que procure e pronto. É muito importante para mim que procuremos uma solução e que, antes de Misano, tenhamos pelo menos o porquê de tudo isto. Caso contrário, vai ser uma parte final da temporada muito complicada e não quero ter um final de temporada, nem um final de etapa aqui na Honda, tão complicado. Temos de dar a volta a isto.»
Sobre as diferenças de desempenho relativamente ao ano passado, o piloto espanhol considera que existe algo que a equipa ainda não conseguiu compreender:
«Os pneus deveriam ser os mesmos. Os tempos dos outros foram praticamente os mesmos que o primeiro fez em corrida, isso não mudou muito. Acho que vem de algo que perdemos em algum momento e que não conseguimos perceber porquê. A equipa deveria encontrar uma solução e todos juntos deveríamos encontrar uma solução porque, digo-vos, é muito estranho.»
Questionado sobre se a Honda é uma moto particularmente sensível às mudanças, Mir respondeu:
«Não especialmente, mas estou um pouco perdido com o que aconteceu este fim de semana. Não percebo, não percebemos.»
Sobre possíveis evoluções para as últimas corridas da temporada e se a Honda ainda tem novidades preparadas, ou se está já totalmente concentrada na moto de 2027, Mir foi claro:
«Bem, estão a trabalhar. Para mim, neste momento, mais do que pensar na evolução, é o contrário: a involução. Isso é o mais importante agora, não andar para trás relativamente a onde estávamos. Depois, se chegar alguma coisa durante estas últimas corridas, será bem-vinda, mas digo-vos que não espero muito.»
















