A imagem de capa fala por si: das 22 motos disponíveis na grelha, nada menos do que 13 lugares continuam em aberto. Este é o retrato do mercado de WSBK numa das fases mais agitadas dos últimos anos.
Neste momento, apenas nove pilotos podem afirmar que já têm o futuro assegurado por contrato. Todos os restantes aguardam por definições, num efeito dominó que promete envolver praticamente todo o paddock.
As confirmações oficiais incluem Andrea Locatelli, Remy Gardner e Stefano Manzi na Yamaha, Sam Lowes na Marc VDS, Garrett Gerloff na Kawasaki, Alex Lowes e Axel Bassani na Bimota, Yari Montella na Barni Ducati e Iker Lecuona, que renovou recentemente com a Honda.
A vaga mais desejada é, sem dúvida, a que será deixada por Nicolò Bulega, que deverá mudar-se para o MotoGP em 2027. A sua Ducati Panigale V4 oficial da Aruba.it Racing Ducati desperta o interesse de vários nomes.
Entre os candidatos apontados estão Franco Morbidelli, Manuel Gonzalez e também Miguel Oliveira, apesar de a BMW estar a trabalhar para garantir a continuidade do piloto português através de um contrato de dois anos, com opção para uma terceira temporada.
Falando da BMW, a marca alemã terá igualmente de resolver a situação de Danilo Petrucci, que ainda não encontrou a melhor sintonia com a M 1000 RR.
Um dos nomes que desperta interesse em Munique é o de Brad Binder, que já terá sido sondado pela BMW nas últimas semanas.
Outro caso que continua a gerar atenção é o de Álvaro Bautista, que tem enfrentado dificuldades ao longo da temporada de 2026 com a Ducati Panigale V4.
O proprietário da Barni Ducati, Marco Barnabò, chegou a avaliar a possibilidade de contratar Manuel Gonzalez, mas o líder do Moto2 optou por rejeitar a proposta.
A lista de possíveis reforços vindos do MotoGP é extensa e inclui nomes de peso como Franco Morbidelli, Brad Binder, Maverick Viñales, Jack Miller e Alex Rins.
Por isso, a gestão do timing será fundamental para as equipas. Antecipar demasiado os movimentos pode impedir oportunidades importantes, enquanto esperar demasiado tempo pode significar ficar apenas com as segundas escolhas disponíveis.
Depois de encontrar um substituto para Bulega, a Ducati acompanha também a situação da Go Eleven, que está atualmente em negociações para renovar com Lorenzo Baldassarri. O piloto italiano é a prioridade da equipa de Gianni Ramello, mas caso não seja alcançado um acordo, a estrutura terá de procurar alternativas.
Na Honda, a continuidade de Jake Dixon parece praticamente garantida. Já o futuro de Somkiat Chantra continua menos claro. Embora tenha contrato, circulam rumores sobre a possível criação de uma estrutura satélite destinada a acomodar o piloto tailandês.
Entre as equipas independentes, Nicholas Spinelli Surra está próximo de renovar com a Motocorsa, enquanto permanece a dúvida sobre o futuro da Marc VDS, que ainda não decidiu se continuará com apenas uma moto ou se voltará a alinhar duas máquinas após o falecimento de Marc Van der Straaten.
Por fim, na Yamaha, Andrea Locatelli já renovou contrato e tudo indica que Xavi Vierge seguirá o mesmo caminho, numa estratégia claramente focada na continuidade. Já a Motoxracing continua sem definir os pilotos das suas duas Yamaha R1, enquanto a GRT tem a situação estabilizada graças aos contratos já assinados por Stefano Manzi e Remy Gardner.
















