Ensaio – Yamaha T-MAX 530 – A rainha das scooters

Por a 22 Agosto 2016 16:32

As scooters parecem ser um mundo à parte no universo das motos. Ainda há um certo preconceito entre quem guia uma moto a sério (aqui está o preconceito…) e quem opta por uma “acelera”. Mas não há nenhum motociclista que seja indiferente à Yamaha T-Max, seja o condutor de uma RR, de uma Harley, ou até de uma Vespa. Esta maxi scooter sempre atraiu olhares, sobretudo nesta versão mais potente, com 530 cc. O design agressivo da traseira é muito apelativo e comprova a ambição da T-MAX em ser a mais desportiva de todas as scooters.

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Este modelo já tem 15 anos no activo, apesar da primeira versão 530 só ter chegado em 2012. A Yamaha encontrou assim uma receita de sucesso que tem vindo a apurar ao longo dos anos.

O aspecto hi tech começa logo pelos faróis LED e o desenho dos “piscas” em curva descendente. As rodas de 15 polegadas com pneus largos, a suspensão dianteira com forquilha invertida e os dois discos dianteiros com maxilas de dois êmbolos, são elementos que deixam adivinhar a qualidade do comportamento da T-MAX. O quadro monocoque em alumínio e a ponteira de escape generosa completam o ramalhete. A T-MAX não é uma maxi scooter qualquer.

TECNOLOGIA

O primeiro indício de tecnologia nesta maxi scooter é o sistema sem chave Smartkey que permite destrancar (e trancar) a direcção e colocar o motor em funcionamento sem tirar a chave do bolso, uma solução já muito usada no mundo automóvel. É prático, cómodo e funciona sem falhas. Existe uma tomada de 12V do lado esquerdo e um porta-luvas do lado direito, sendo o maior espaço de arrumação aquele que se encontra sob o banco. Aqui, só um capacete integral pode ser guardado, um compromisso imposto pela colocação do motor que é envolvido pelo quadro. A dinâmica agradece, mas o espaço teve necesariamente que ser sacrificado.

A posição de condução é muito confortável, graças ao ângulo das pernas e ao apoio lombar oferecido ao condutor. A largura do banco também contribui para o conforto, mas pode dificultar assentar os pés no chão para pessoas com pernas mais curtas. Antes de arrancar, é necessário desbloquear o travão de estacionamento (uma alavanca junto ao punho esquerdo), que é outro argumento bem vindo para uma scooter. A maior crítica vai para a distância dos espelhos retrovisores, sendo aconselhável efectuar o ajuste enquanto está parado. Descanso central e lateral fazem parte do equipamento de série.

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Assim que se começa a rolar, é evidente a facilidade com que o motor bicilíndrico empurra a T-MAX para a frente, mas sempre com uma estabilidade surpreendente. O baixo centro de gravidade e qualidade do chassis são carta verde para explorar os 46,5 cv de um motor que sofreu melhoramentos, nomedamente nas válvulas, nos injectores e na distribuição.

Em cidade, a agilidade é um argumento que faz esquecer as dimensões e o peso. É surpreendente a facilidade com que a T-MAX muda de direcção, o comportamento em curva é muito bom, e a aceleração e a travagem (com ABS) provam porque é que esta é uma das maxi scooter de referência. Tomara muitas motos ter o equilíbrio e a potência de travagem desta Yamaha.

Quando a cidade fica para trás e objectivo é a viagem com estrada aberta, a T-MAX continua como peixe na água. A rapidez com que chega a velocidades proibidas não deixa de impressionar, mas o melhor de tudo é a estabilidade a lidar com curvas médias e rápidas. As rodas de 15 polegadas são um elemento importante na equação da dinâmica, mas o trabalho da forquilha invertida também merece aplausos. A inserção em curva é fácil e a confiança chega muito cedo, o que permite bom ângulos de inclinação, seja qual for o tipo curva. Não raras vezes, somos surpreendidos pela velocidade de passagem em curva. O acelerador tem a sensibilidade adequada e tudo acontece com grande suavidade. Os travões mantém-se incansáveis, mesmo quando as solicitações intensas são frequentes.

Graças ao tamanho e à forma do ecrã fixo, a protecção contra o vento é boa e permite andar depressa sem ter que inclinar o corpo para frente.

Além das boas prestações, os consumos também são um trunfo, já que é fácil registar médias na ordem dos 5 l/100 km, sem grandes cuidados com o acelerador. Durante o nosso ensaio, a média registadas foi de 6l/100, o que não deixa de ser notável tendo em conta o número de vezes que rodámos o punho até o fim do seu curso.

É verdade que a T-MAX não tem o preço mais convidativo do mercado, e que há muitas opções (de motos) pelo mesmo preço, mas no universo das scooters dificilmente se encontra melhor do que esta Yamaha.

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A T-MAX recorre a um motor de dois cilindros em linha com 46,5 cv de potência e um binário de 52,3 Nm às 5250 rpm. Esta unidade de 530 cc conta com refrigeração liquída e dois veios de excêntricos que comandam as 8 vávulas. Além da performance, a boa dinâmica desta maxi scooter está directamente relacionada com a colocação do motor mais à frente do que é usual numa scooter, está montado no interior do quadro em alumínio fundido, o que garante uma dinâmica mais equilibrada e uma superior agilidade. A velocidade máxima anunciada para a T-MAX é de 180 km/h.

Como é normal neste tipo de motos, a transmissão é assegurada por uma caixa de variação contínua e a força motriz é confiada à roda traseira através de uma correia em fibra de aramida.

Os travões são um dos argumentos da T-MAX, graças a um disco traseiro de 282 mm e dois dianteiros com 267 mm de diâmetro cada, sem esquecer ajuda do ABS de série.

Ficha Técnica

530 CC

46,5 cv

15 L

219 KG

TIPO 2 CIL. EM LINHA, REFRIGERAÇÃO LÍQUIDA

DISTRIBUIÇÃO 8 VÁLVULAS

BINÁRIO 52,3 NM ÀS 5250 RPM

EMBRAIAGEM MULTIDISCO EM ÓLEO

CAIXA AUTOMÁTICA (CVT)

TRANSMISSÃO POR CORREIA TRAPEZOIDAL

QUADRO DUPLO BRAÇO EM ALUMÍNIO

SUSPENSÃO DIANTEIRA FORQUILHA INVERTIDA DE 41 MM, CURSO DE 120 MM

SUSPENSÃO TRASEIRA MONOAMORTECEDOR, CURSO DE 116 MM

TRAVÕES DISCOS DIANTEIROS DE 267 MM + DISCO TRASEIRO DE 282 MM, COM ABS

RODAS 120/70 R15’’ + 160/60 R15’’

DISTÂNCIA ENTRE EIXOS 1580 MM

ALTURA DO ASSENTO 800 MM

CORES DISPONÍVEIS:

Blazing Grey

Sonic Grey

PREÇO BASE: 10,895

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Texto: Luís Guilherme

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