AS VENDAS DE MOTOS EM TODO O MUNDO CAÍRAM 27,9% NOS
PRIMEIROS OITO MESES DE 2020, EM RESULTADO DA PANDEMIA DO COVID-19. NA
RECUPERAÇÃO, A EUROPA VAI À FRENTE!
Não é preciso ser um especialista do setor para reconhecer que a crise pandémica global do COVID-19 teve um grande efeito na indústria de motos, mas esse impacto pode agora ser representado em número, e é grande: 9.000.000 de unidades! Foi essa a quebra em número de unidades comercializadas a nível global nos oito primeiros meses deste ano – cerca de dois terços menos que no mesmo período de 2019.

Só nos dois meses de confinamento desde março, com o
movimento limitado e muitas empresas forçadas a fechar, as vendas mensais de
motos caíram mais de 90% em alguns países.
No entanto, isto não significa que um pequeno número de motociclos,
scooters e ciclomotores não encontrou novos donos, com 21,9 milhões de unidades
vendidas em todo o mundo até ao final de agosto. Mas, a verdade é que a atual pandemia
gerou um tombo enorme de 29,7% por comparação a igual período de 2019, com os
quatro primeiros meses de 2020 a terem uma caída de 42,2% no número de novos veículos
registados.
A recuperação do Verão

No entanto, a recuperação nos últimos meses de verão
proporcionou uma recuperação bem-vinda com as vendas de agosto a subir 9%
globalmente – o primeiro aumento desde fevereiro – que, pelos nossos cálculos,
pode vir a limitar os danos do ano entre 10-15% até janeiro de 2021.
Mesmo assim, isso não é garantido, uma vez que vários países
começam a lidar com os efeitos do semi-confinamento provocado por um
crescimento renovado nos casos de COVID-19. Além disso, a Índia – o maior mercado
mundial de motos – é considerada a nação mais afetada a partir de hoje, e os
efeitos na sua indústria de motos espelham-se numa queda de 37,4% até ao
presente. Se comparamos isto com a China – a fonte do surto, mas o país que melhor
está a lidar com o mesmo – que teve uma quebra de apenas 4,1% na produção durante
o ano, a situação na Índia é muito complicada.
O cenário Europeu
Já na Europa as coisas não estão tão más como parecem à
primeira vista. Com os bons resultados obtido durante o Verão, o ‘velho
continente’ começa a equilibrar os
balanços de vendas, com uma queda limitada a um declínio de 4,7% após oito
meses, embora se preveja que no período de Outono/Inverno se veja a crescente
recuperação diminuir.













