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Especial – As cinco melhores Roadster do planeta

Ricardo Ferreira por Ricardo Ferreira
26 Julho, 2020
em MOTO+
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MUITOS ASSOCIAM ESTE TIPO DE MOTO AO AUGE DO
MOTOCICLISMO. EMBORA ESTE SEGMENTO TENHA PERDIDO POPULARIDADE NA ÚLTIMA DÉCADA,
OS FABRICANTES CONTINUAM A IMPULSIONÁ-LO COM ENGENHARIA MODERNA E DESIGNS
INOVADORES.

Pensando em motos de estilo roadster ou cruiser, imagens de Easy Rider, casacos de couro preto cobertos de insígnias motards, geralmente povoam-nos o cérebro. A cruiser é uma moto individualista – o lugar do pendura passa para segundo plano – uma forma de afirmação pessoal, e comprá-la é assumir um ‘status’, que ainda por cima custa muito dinheiro!

Ao contrário de outros tempos, as roadster modernas surgem
em vários géneros e formas, desde diferentes configurações de motor à ergonomia,
condução, existe toda uma gama diversificada de opções que atendem a diferentes
necessidades e gostos. Foi a pensar nessa versatilidade, que revelamos cinco das
melhores propostas atualmente presentes no mercado.

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Harley-Davidson Softail Low Rider S – 1.868cc e 155 Nm, preço a partir de 20.500 euros

A Harley-Davidson simbolizou o segmento das cruiser por mais de um século, sendo pois a moto ideal para começar esta nossa lista. É verdade que a marca está a fazer progressos para entrar em novos mercados, mas apelar para novos clientes não significa que a Harley está a abandonar os Harlistas atuais e a nova Softail Low Rider S de 2020 prova isso mesmo.

Depois da Motor Company descontinuar a Dyna Low Rider S — e
a linha Dyna em geral — a Harley pediu veementemente a sua ressurreição. Com um
motor V-twin de 8 válvulas e 1.868cc (Milwaukee-Eight 114) apresenta um
poderoso binário de 155 Nm. Contando com uma forquilha dianteira de garfos
invertidos e um ângulo de direção agressivo de 28 graus, a versão Softail da
Low Rider S simultaneamente agrada aqueles que pediam o retorno da Dyna e
aqueles que procuram uma moto ágil.

Vem ainda com uma lâmpada traseira LED com lente fumada, jantes Radiate de alumínio fundido com acabamentos em Matte Dark Bronze e silenciadores e escudos de escape em Jet Black. A marca norte-americana explica ainda que o design do quadro foi “otimizado para reduzir o peso sem sacrificar a rigidez”, com o objetivo de manter “o look clássico de uma hard tail mas com uma condução completamente moderna”. O motor mantém o puro som do roncar HD.

A Low Rider S 2020 está disponível nas cores sólidas Vivid Black e Barracuda Silver, que contam com um preço base de 20.500€. Apesar de tudo isto, não é o exemplo mais radical no segmento…

Ducati Diavel 1260 – 1.262cc e 159 CV, preço a partir de 19.995 euros

Basta um primeiro olhar à Ducati Diavel e de imediato salta
à vista que se trata de um tipo diferente de roadster. Seja pelo quadro de
treliça, farol futurista e componentes de especificação desportiva, a ideia que
transmite a Diavel é que se trata de uma moto de alta performance.

E embora a sua definição estética tenha partido da ideia de uma convencional cruiser, isso não impediu este modelo de acumular prémios de design nos últimos dois anos.

Servida por um motor V-twin de 1.262cc que alcança 159
cavalos de potência com 129 Nm de binário máximo, a Ducati Diavel é uma moto
musculada para um condutor solitário, já que o espaço do passageiro é apenas
simbólico. A suspensão Ohlins, os travões Brembo e a caixa bidirecional
complementam o motor e o chassis vocacionadas para a performance. Juntamente
com toda essa potência, o controle de tração da Diavel, o ABS para curvas da Bosch
e o sistema anti-wheelie que evita o erguer da roda da frente, ajudam meros
mortais a lutar contra a fera.

Desde a sua estreia, em 2011, a Diavel vem impulsionando o mercado das cruiser. Com tecnologia avançada, engenharia superior e design visionário, a Ducati esculpiu um nicho próprio invejado por muitos outros fabricantes.

A Ducati Diavel 1260 é proposta em duas cores, cinza ou preto mate com um PVP de 19.995 euros, tendo a melhor equipada Diavel 1260 S um PVP de 23.045 e duas cores: Preto mate ou Vermelho.  

Triumph Rocket 3 – 2500cc e 167 CV, preço a partir de 21.900 euros

Ao contrário da Ducati e da Harley, a Triumph conta com um motor de 3 cilindros em linha para impulsionar o seu ‘carro-patrulha’, a Rocket 3. Este motor triplo está montado longitudinalmente e possui uma capacidade de 2.500cc de fazer cair o queixo. Assim, não surpreende que esta unidade do tamanho do motor de um carro, debite 167 cavalos de potência e 221 Nm (!!) de binário máximo. O que é surpreendente é que o modelo perdeu 88 quilos no processo de ganhar mais músculos.

Muitos presumem que a Triumph reconfigurou a Rocket 3 para o
ano de 2020 para competir com a Ducati Diavel. Se a suspensão Showa totalmente
ajustável, as pinças Brembo Stylema e o chassis não servirem de quaisquer
indícios, as presunções podem não estar longe da verdade. Além do controle de
tração, ABS para curvas e modos de condução, a nova Rocket 3 tem o ‘cruise
control’ e um estilizado TFT habilitados para Bluetooth.

Oferecida em variantes touring (GT) e desportiva (R), os clientes podem escolher a sua versão preferida sem sair do showroom da Triumph. Com a revisão maciça da plataforma Rocket 3, naturalmente ficamos ansiosos por experimentá-la e com a sensação que continuará muito competitiva neste segmento — mas não podemos deixar de olhar para trás para o modelo que foi um dos responsáveis pelo aumento das performances nas cruiser em geral.

Em termos de cores e preço, a Triumph proposta em Preto ou Vermelho a Rocket 3 R (PVP 21.900 euros), Preto ou Cinza/vermelho a melhor equipada Rocket 3 GT (PVP 22.800 euros).  

E passamos a uma outra cruiser, quase tão lendária como a
própria Harley!

Yamaha VMax – 1.679cc e 170 CV, preço a partir de 19.495 euros

Introduzida em 1985, a VMAX da Yamaha tem sido a alternativa de desempenho no círculos restrito das roadster… durante 35 anos! O motor V4, acionamento do eixo e o estilo futurista posicionaram consistentemente a VMax como a opção anti-Harley para compradores de cruisers. Em 2009, a Yamaha renomeou o modelo como VMax e alojou num quadro redesenhado o fabuloso V4 a 65 graus de 1.679cc, 16 válvulas e camara dupla. Trata-se de uma unidade única, com  170 CV de potência e um poder de arranque fantástico, uma genuína dragster!

Ao contrário da Diavel e da Rocket 3, a VMAX não está
equipada com os mais recentes gadgets  e
tecnologia. Por exemplo, não apresenta os sistemas de monitorização de pressão
dos pneus, navegação turn-by-turn, etc. A “tecnologia” da VMAX
consiste numa transmissão de 5 velocidades com embraiagem deslizante, discos de
travão ondulados com ABS e suspensão totalmente regulável.

Embora o modelo não tenha visto uma grande atualização durante mais de 10 anos, a VMax  ainda tem um lugar de honra neste segmento, seja pela sua potência, design e expressão poderosa do motor V4.

Existem atualmente duas versões, a cinzento mate que tem um preço a partir de 19.495 euros e a toda negra VMax 60th Anniversary com um valor a partir de 19.995,00€

Indian Chief Dark Horse – 1.890cc e 189 Nm, preço a partir de 22.290 euros

Voltamos aos EUA para o final desta nossa ronda selo segmento roadster, para terminarmos esta análise com a mais recente Indian Chief Dark Horse. Desde que a Polaris adquiriu o nome Indian em 2011, a marca passou a oferecer uma cruiser mais moderna do que o outro fabricante americano (Harley!!). Com o motor Thunderstroke 116, a Dark Horse segue um caminho muito próprio e, para começar, é a mais amigável para o passageiro.

O motor V-twin de 1.818cc estabelece um binário máximo de
189 Newtons-metro muito cedo, às 3.000 rpm, dispondo de modos de condução
selecionáveis e a possibilidade de desativação do cilindro traseiro. A caixa é
de 6 velocidades, emprega modernas luzes LED, ABS, sistema de ‘cruise control’ e
monitorização da pressão dos pneus.

O escape totalmente preto e acabamentos em preto brilhante na tampa primária, tampas de válvulas, tubos de haste de pressão, tampa de cames, e dobradiças de alforje proporcionam um aspecto premium e personalizado. As comodidades padrão incluem ABS, controlo de cruzeiro, barras de estrada, alforges de bloqueio remoto, monitorização da pressão dos pneus e iluminação LED completa.

A Chief Dark Horse de 2020 é proposta em três versões de cor, Thunder Black Smoke (Preto), Ruby Smoke (Vermelho) e Titanium Smoke (Cinza). O preço começa nos 22.290 euros, o mais elevado das cinco cruisers.

Tags: CaracteristicasCruisers 2020especialRoadster
Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Apaixonado por motos desde muito cedo, está desde há muito ligado à Comunicação Social, tendo trabalhado em diversos meios como AutoHoje, revista Motociclismo, jornal Volante, revista MotoMagazine e Autosport, entre outros.

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