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Ensaio Honda SH 125i – Nascida para a cidade

Ricardo Ferreira por Ricardo Ferreira
23 Agosto, 2020
em MOTO+
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TEM UMA SILHUETA ELEGANTE, É ESTREITA, LEVE E MUITO ECONÓMICA. REJUVENESCIDA PARA ESTE ANO DE 2020, A HONDA SH 125I É IDEAL PARA CURTAS E MÉDIAS DESLOCAÇÕES, A SOLUÇÃO IDEAL PARA A CIDADE COM CONSUMOS AVASSALADORES DE 2.2 LITROS A CADA 100 KM! 

A Honda SH 125i é uma das scooters de roda alta mais populares de sempre, uma líder de mercado que até 2018 vendeu quase 19.000 unidades em toda a Europa. Para este ano, foi rejuvenescida de cima a baixo, e para conhecê-la, nada melhor que a experimentar.  

Para o ano de 2020 a Honda estreia uma nova geração da SH 125. Tem um nova silhueta, mais elegante, e um quadro redesenhad,o que permitiu alojar o pequeno deposito de 7 litros junto aos pes do condutor aumentando em 10 litros o volume da bagageira sob o assento. A geometria traseira também foi otimizada para tornar mais confortável a condução e o motor de cilindro único foi adaptado as exigências do Euro5.

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O ‘preconceito’ da roda alta

A Honda SH125i é uma das scooters mais vendidas na Europa. É
simplesmente o modelo mais popular em Itália, e as ruas de Roma ou Milão estão
repletas delas… mas não é assim em todo o lado. Mas porquê?

Em Portugal, e muito a exemplo do que acontece em França, existe um certo preconceito com as scooters de roda alta, dando-se preferência a scooters do tipo sport-GT, como a Forza 125, ou mais económicas, como a Honda PCX 125 e Yamaha NMax 125.

A Honda SH 125 i ou até a 300, não são realmente bem sucedidas.
É difícil de explicar, mas as possíveis razões são o espaço da bagageira sob o
assento mais contido (problema resolvido nesta nova SH 125) e a superior altura
do assento, diferenças motivadas pela rodas altas, assim como o perfil exterior
de linhas curvas e que são mais do agrado do público feminino.   

Há ainda quem diga que rodas altas não combinam com o piso de calçada e linhas dos elétricos que encontramos em muitas cidades… nada mais errado! Rodas muito estreitas – como as de algumas scooters elétricas, isso sim, pode representar um perigo acrescido. 

Porém, em Itália, a Honda SH 125i é a preferida, com o seu preço mais acessível, o seu piso plano (a lembrar a Vespa), as suas rodas grandes e o seu maior curso de suspensão que traz mais conforto em estradas acidentadas; só por isso, a SH já nos pode seduzir… dada a degradação atual de algumas vias nas principais cidades. Mas… bem, pode haver outro fator para a preferência dos italianos: a Honda SH com rodas de 16 polegadas é construída na fábrica da Honda de Atessa, em Itália!

De sucesso em sucesso

HONDA SH125 (2001)

Desde ‘84 uma pequena scooter vinha encantando os Europeus:
de seu nome Honda SH 50. Percebendo isso, os japoneses não hesitaram – a chave
para alagar esse sucesso, estava à mão de semear: dotar a SH com um harmonioso
motor a 4 tempos, uma ciclística mais acolhedora, mais confortável, e também
mais prática, seria uma ótima solução.

Surge assim em 2001 a primeira Honda SH 125. 2013 é o ano em que a Honda SH 125 recebe o novo motor ESP de baixo atrito e o sistema Idling Stop, de paragem do motor ao ralenti: a SH melhora nesse ano com um motor mais potente e económico.

HONDA SH 125i 2013

2017, rebatizada já como a ‘estrela dos consumos’ a SH passa
por um lifting estético: linhas afiladas, luzes LEDs e o sistema ‘sem chave’
Honda Smart Key: a SH torna-se nesse ano na mais charmosa e mais conveniente.

Hoje, como no tempo das anteriores gerações a SH125 continua
a ser produzida em Atessa, Itália, mas foi alvo de uma revisão total.

Revisão de cima a baixo

A quinta geração da Honda SH recebeu alguns retoques estéticos. Em primeiro lugar com uma nova face frontal onde a iluminação principal de diodo em forma de H está agora colocada na carenagem. Apenas as luzes de posição permanecem em solidariedade com o guiador. A traseira parece um pouco mais aerodinâmica. Outra mudança menos visível está no quadro, que foi redesenhado para permitir um aumento no espaço de armazenamento sob a sela de 18 para 28 litros.

O depósito que antes estava sob a sela está agora sob os pés
do condutor e perdeu 0,5 litros. A fim de melhorar o conforto, facilitando a
absorção de choques, a geometria da suspensão traseira e o ângulo de fixação do
suporte do motor foram modificados. A distância entre-eixos aumentou 10 mm
(1.350 mm) no comprimento e a altura do assento não muda com 799 mm. O peso em
ordem de marcha foi reduzido em 400 gramas, sendo de 133,9 kg sem a top-case.

O novo motor de quatro válvulas acelera mais rapidamente, é mais rápido a altas rotações e oferece maior eficiência de combustível. É também compatível com EURO5 e o Honda Selectable Torque Control (HSTC) surge agora de série. A SHi é a ‘estrela dos consumos’ da Honda, com um consumo incrivel de 2,2 litros de combustivel por cada 100 km percorridos. Além disso, o motor de quatro válvulas eSP+ EURO-5, viu subir a potência para 12,5 cavalos e o binário para 11,4 newtons metro.  

Sendo um dos mais sofisticados motores de 4 tempos de 125cc do mercado, tem o sistema Idling Stop, que para facilitar a vida nos trajetos urbanos, faz o motor desligar-se após uma paragem de 3 segundos reativando-se com a simples rotação do punho do acelerador. Cómodo, simples e prático – qualquer scooter o deveria ter!

O controle de tração HSTC, completa a lista de ajudas à condução facilitando a performances do conjunto em maus pavimentos ou no piso molhado – um importante elemento de segurança para quem se inicia nas duas rodas com moto.

Importante para os condutores e para uma moto que passará a
maior parte do tempo em ambiente urbano, é o facto do motor da SH ser ccompatível
com o EURO5; os limites permitidos para poluentes de escapamento de escape,
como monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido nitroso especificados pelo
EURO5 são drasticamente reduzidos em comparação com os de EURO4.

A suspensão conta com garfos telescópicos de 33 mm curso de 89 mm, a travagem está cargo de um sistema ABS que trabalha em conjunto com 1 disco de 240 mm e 3 pistão à frente e 1 disco na traseira de pistão único.

O painel TFT destaca a velocidade e os consumos numa barra digital inferior. Sob o assento cabe um capacete modulável e pequenos objetos, não faltando sequer uma tomada USB com espaço próprio para fixar o telemóvel! A luz traseira é LED com um surround cromado, combinando com a frente, e o novo painel LCD apresenta todas as luzes de aviso – incluindo Smart Key, HSTC/ABS e operação Idling Stop – em torno de um display de velocímetro digital central/ odômetro. Todas as operações no painel são realizadas através de botões A/B no punho esquerdo.

A chave Inteligente da SH125i fica no nosso bolso e acaba com a necessidade de inserir e retirar constantemente uma chave para ignição, tampa de combustível e assento. Tem dois interruptores: a função inteligente liga/desliga e a ‘resposta de volta’, que pisca os indicadores para identificação à distância.

Condução fácil em cidade

Uma vez feito o contato, é necessário esperar alguns
segundos antes de ativar o botão de ignição enquanto se aperta a manete de travão
como é habitual em todas as scooters. Com as suas rodas de 16 polegadas, a
altura da sela é substancial.

E assim, partimos de Cascais em direção Lisboa pela estrada marginal. A primeira impressão que nos assola a mente é a leveza extrema da SH em andamento, a boa altura que temos para visualizar o trânsito (efeito da roda alta) e a facilidade extrema com que se consegue ‘furar’ o trânsito. Quanto à posição de condução, as nossas mãos assentam com o mínimo esforço sobre o guiador, a direção é muito leve, o tronco vai ereto e as pernas e pés absolutamente tranquilos sobre a plataforma plana – uma autêntica mobylette, simples, muito, muito fácil de levar estar SH.

Uma ligeira incursão à auto-estrada faz-nos perceber que o motor emite apenas um leve sibilar e que quando rodamos com convicção o punho do acelerador, sente-se de facto a potência do motor japonês de 4 válvulas com o qual é possível conseguir uma velocidade de cruzeiro de 110 km/h, tendo energia suficiente para facilitar as ultrapassagens. A SH subiu sem esmorecer o Monsanto e, antes da hora combinada estávamos nas Amoreiras, para começar as filmagens na capital.

Já parada e a ‘fazer tempo’ porque esta Honda é mesmo
rapidinha, reparo na elegância da SH, não lhe falta estatuto e presença para
rodar nas mais distintas zonas urbanas… Definitivamente, a Honda SH é uma
scooter da moda e por isso não nos surpreendeu que ela capte mais olhares
femininos que masculinos.

Acessíveis aos detentores de carta automóvel, as scooters com menos de 125cc como esta Honda SH, estão atualmente posicionadas como a solução ideal em termos de mobilidade urbana e transporte seguro. O grande baú colocado sob a sela, é muito útil. Nesse compartimento se podem guardar muitas compras depois de tirar de lá o seu capacete. A vantagem das rodas grandes é inegável na cidade, onde pudemos subir nas calçadas mais íngremes sem correr riscos.

A Honda SH 125i de 2020 está disponível em quatro cores: Preto Pérola Nightstar, Branco Pérola, Cinza Metálico ou Vermelho Pérola. O seu PVP é de 3.800 euros, com oferta da top-case.

Gostámos

Estética refinada

Comportamento urbano

Consumos muito reduzidos

Força do motor

Amortecimento e travagem

A melhorar

Altura do assento

Capacidade do depósito

Vidro dianteiro opcional

Ficha Técnica

MOTOR

Tipo: 1 cilindro, 4 tempos SOHC refrigerado a líquido

Cilindrada: 124,5cc

Nº de válvulas: 4

Alimentação: injeção eletrónica PGM-FI

Diâmetro x curso: 53,5 x 55,5 mm

Taxa de compressão: 11,5:1

Arranque: elétrico

Potência máxima: 12,5 cv (9,2 kW) a 8.250 rpm

Binário máximo: 11,4 Nm a 6.500 rpm

Embraiagem: automática, centrífuga

Transmissão final: correia em V

Tipo de transmissão: CVT

PARTE CICLÍSTICA           

Quadro : Tubular em aço

Suspensão dianteira: Forquilha telescópica com bainhas de 33
mm, curso 89 mm

Suspensão traseira: 2 amortecedores

Travão dianteiro: disco 240 mm, com pinças de 3 êmbolos +
ABS

Travão traseiro: disco 240 mm, com pinça de 1 êmbolo + ABS

Rodas e pneus (Fr.): 100/80 -16 polegadas, 16M/C x MT 2,50

Rodas e pneus (Tr.): 120/80 -16 polegadas, 16M/C x MT2,75

DIMENSÕES E PESO       

Comprimento: 2.085 mm

Largura: 740 mm

Altura: 1.129 mm

Distância entre eixos: 1.353 mm

Ângulo da coluna de direção: 26°

Trail: 85 mm

Altura do assento: 799 mm

Peso com líquidos: 136.5 kg

Capacidade do depósito: 7 litros

Concorrentes

Keeway Logik 125 EXT

2.607€ / 11,9 CV / 139 kg

Peugeot Belville Allure

2.499€ / 11,3 CV / 130 kg

Piaggio Liberty 125

2.680€ / 10,8 CV / 124 kg

SYM Symphony 125 ST

2.399€ / 10,2 CV / 122 kg

Kymco Miler 125

2.399€ / 9,5 CV / 124 kg

Galeria de imagens

Tags: EnssaioHondaHonda SH 125iroda altascooterTestevideo
Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Apaixonado por motos desde muito cedo, está desde há muito ligado à Comunicação Social, tendo trabalhado em diversos meios como AutoHoje, revista Motociclismo, jornal Volante, revista MotoMagazine e Autosport, entre outros.

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