Como funciona o comando variável de válvulas? Parte III - MotoSport
MotoSport
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Mundial Superbikes
No Result
View All Result
  • Motomais
  • Offroad Moto
  • Revistacarros
  • Revistamotos
  • Calibre12
  • Mundonautico
MotoSport
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Mundial Superbikes
No Result
View All Result
MotoSport

Como funciona o comando variável de válvulas? Parte III

Paulo Araújo por Paulo Araújo
23 Janeiro, 2019
em MOTO+
A A

Share on FacebookShare on Twitter

Continuando a falar dos sistemas de comando variável de válvulas, vimos como o design da Honda difere do da BMW nos detalhes. Mais notavelmente, a Honda propõe o uso do sistema de troca de came na árvore de cames de escape, bem como na árvore de cames de admissão – permitindo ainda mais flexibilidade e melhorando ainda mais o desempenho e os benefícios de emissões do sistema. O design da Honda também usa quatro mangas externas separadas em cada árvore de cames – uma por cilindro.

Isso ocorre porque, num motor de quatro cilindros em linha, a qualquer momento pelo menos as válvulas de admissão ou escape de um dos cilindros vão estar abertas, e os excêntricos das cames não podem ser trocados até que as válvulas estejam fechadas. A BMW combate o problema dividindo a ShiftCam da  S1000RR de 2019 em duas seções, cada uma delas operando independentemente.

Veio do DTS da Ducati

Artigos relacionados

Tampas GB Racing para a Ducati Panigale V4

2 Setembro, 2025
3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!

3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!

27 Fevereiro, 2025

Embora o uso de mangas externas em movimento num eixo estriado seja o mesmo em ambos os sistemas Honda e BMW, assim como o sistema de movê-las inserindo pinos retráteis em forma de canais de orientação nas seções da manga, a Honda opera esses pinos de uma maneira diferente, usando uma haste que funciona como o pivot do picolete que ativa os pinos. Essa haste desliza de um lado para o outro quando os solenóides liberam a pressão do óleo num conjunto de câmaras numa extremidade, e é moldada para inserir ou retrair os pinos corretos, dependendo da sua posição. Em contraste, a BMW usa solenóides atuando diretamente nos pinos.

O sistema da Honda é mais compacto, apesar de ter quatro vezes mais mangas de árvore de cames para se mover. Não podemos ler muito na imagem da moto que a Honda usa para ilustrar o seu design. Embora seja claramente em forma de superbike, com alguns elementos típicos da Fireblade (ou CBR600RR, por sinal), a ilustração provavelmente não será uma representação precisa da forma da moto.

A próxima Fireblade poderá incorporar VVT

O facto de o sistema ser projetado para ajudar os motores de alta rotação e alto desempenho a adequar-se aos futuros limites de emissões significa que a Fireblade, ou o que a venha a substituir, é o primeiro receptor óbvio. Enquanto uma substituição da  CBR600RR é uma boa ideia, acredita-se que a Honda não esteja a trabalhar em tal moto no momento – as vendas de modelos supersport de 600cc são simplesmente muito baixas para justificá-lo, e aplicar uma tecnologia como essa aumentaria substancialmente o preço. Já as Superbike são outra questão.

As vendas ainda são relativamente fortes e o mercado mostrou recentemente que os compradores estão preparados para aceitar preços surpreendentemente altos, particularmente se os fabricantes conseguirem manter a depreciação a um mínimo, tornando as trocas mais atraentes.

Há também o simples facto de que as regras de emissões do Euro5 tornarão quase impossível aos fabricantes continuar a busca pelo aumento do desempenho sem adotar tecnologias como essa.

Quando vamos ver a próxima Fireblade? É cedo demais para ter certeza, mas com o Euro5 a ser adotado em toda a UE em 2021, é natural que seja por essa altura.

Por que é que, então, a maioria dos exemplos de motores com VVT atualmente utiliza apenas as condutas de admissão? Duas razões: a primeira é o custo. Duas aplicações de cames custam cerca de duas vezes mais a produzir. Em segundo lugar está a relação custo-eficácia. Manipulando apenas um came, o VVT para a came de admissão fornecerá melhores resultados em termos de potência, pois tem um efeito predominante na quantidade de carga que enche o cilindro na fase de admissão. Mas o VVT tanto na admissão como no escape deve ser claramente preferido se o aumento de custos puder ser controlado.

O sistema centrífugo da Suzuki, lançado em 2017, e chamado SR-VVT, tem um histórico interessante. É também um sistema de fases, mas as corridas de MotoGP baniram sistemas VVT hidráulicos e elétricos. Para poder usar o VVT em corridas, a Suzuki surgiu com um sistema puramente mecânico, uma roda dentada de duas partes semelhante em alguns aspectos aos tipos Kawasaki / Ducati. Mas em vez de ser movida pela pressão do óleo do motor, há uma série de esferas de aço nas ranhuras curvas na seção externa. À medida que o conjunto ganha rotação, as esferas movem-se para fora pela força centrífuga contra a pressão da mola, girando as duas partes em relação uma à outra e mudando por tanto a atuação das válvulas. Simples e efectivo.

Comando centrífugo do VVT da Suzuki

O pedido de patente no Gabinete de Patentes dos EUA, No. 20160010517, onde se baseou o diagrama anexo, refere-se a duas patentes japonesas originais e detalha alguns aspectos interessantes do sistema. Além das duas placas e séries de esferas, um “membro impulsionador” – uma anilha de mola – é usado para forçar as duas placas juntas, mantendo as esferas no lugar.

Portanto, é onde estamos atualmente em motos com sistemas  VVT. Mas e no futuro? Sistemas automotivos como o Valvetronic, da BMW, e o Multiair, da Fiat, que variam o comando e a elevação das válvulas a tal ponto que a velocidade do motor é controlada pelas próprias válvulas e não pelo acelerador, mostram que existem possibilidades interessantes à espera de ser exploradas. Motores totalmente sem cames, com válvulas operadas eletromagneticamente, hidraulicamente ou pneumaticamente estão em desenvolvimento, mas não estão prontos ainda para entrar em produção.

Os mecanismos que abrem e fecham válvulas nos tempos e distâncias precisos para fornecer binário e potência ideais, melhor consumo de combustível e emissões mínimas a cada velocidade do motor são cada vez mais realidade, não são um sonho distante. Será incrivelmente caro? Não se os sistemas automotivos de ponta já em existência forem uma indicação. Já estamos a ver o fim de alguns dos compromissos com os quais vivemos desde o aparecimento do motor de combustão interna.

Paulo Araújo

Paulo Araújo

Jornalista especialista de velocidade, MotoGP e SBK com mais de 36 anos de atividade, incluindo Imprensa, Radio e TV e trabalhos publicados no Reino Unido, Irlanda, Grécia, Canadá e Brasil além de Portugal

Artigos relacionados

Ensaios

Tampas GB Racing para a Ducati Panigale V4

por Paulo Araújo
2 Setembro, 2025
3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!
MOTO+

3 milhões de motos vendidas na Europa em 2024!

por Ricardo Ferreira
27 Fevereiro, 2025
Próximo artigo

Ducati reforça vendas globais em 2018 e passa a liderar o segmento Superbike

TESLA Model M – Electric Motorcycle Concept

  • Novidades
  • Tendências
  • Comentários
MotoGP: Yamaha estreou nova aerodinâmica da V4 em Assen com Augusto Fernández

MotoGP: Yamaha estreou nova aerodinâmica da V4 em Assen com Augusto Fernández

26 Junho, 2026
MotoGP: Bandeira vermelha em Assen após queda de Álex Márquez; Aldeguer segue para o hospital

MotoGP: Bandeira vermelha em Assen após queda de Álex Márquez; Aldeguer segue para o hospital

26 Junho, 2026
MotoGP: Bezzecchi bate concorrência e fecha sexta-feira na frente em Assen

MotoGP: Bezzecchi bate concorrência e fecha sexta-feira na frente em Assen

26 Junho, 2026
MotoGP: Tardozzi despede-se de Bagnaia ‘Será um problema para nós no próximo ano’

MotoGP: Tardozzi despede-se de Bagnaia ‘Será um problema para nós no próximo ano’

26 Junho, 2026
MotoGP- Reviravolta com Oliveira na Honda

MotoGP- Reviravolta com Oliveira na Honda

8 Setembro, 2025
MotoGP: Reviravolta? Miguel Oliveira pode ter vaga em 2026

MotoGP: Reviravolta? Miguel Oliveira pode ter vaga em 2026

28 Agosto, 2025
MotoGP: Paolo Campinoti (Pramac) faz revelações ‘desconfortáveis’ sobre Marc Márquez

MotoGP: Paolo Campinoti (Pramac) faz revelações ‘desconfortáveis’ sobre Marc Márquez

16 Outubro, 2025
MotoGP: Toprak Razgatlioglu ‘muito superior’ a Miguel Oliveira

MotoGP: Toprak Razgatlioglu ‘muito superior’ a Miguel Oliveira

29 Dezembro, 2025
2020, ano do corona, de desenlaces e outros vírus.   Por: João Pais

2020, ano do corona, de desenlaces e outros vírus. Por: João Pais

75

A demanda de D. Miguel. Por João Pais

63
Valentino, de Tavullia e do mundo inteiro. Por João Pais

Valentino, de Tavullia e do mundo inteiro. Por João Pais

40
Os Manos. Por João Pais

Os Manos. Por João Pais

28

Sobre

Especialistas em Motos, MotoGP, MXGP, Enduro, SuperBikes, Motocross, Trial

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

Miguel Oliveira Motas Moto2 Moto3 MotoGP Motos Mundial de Superbikes MX2 MXGP Off Road Rally Dakar

GRUPO V

Motosport ES
Motomais
Offroad moto
Revistacarros
Revistamotos
Calibre12
Mundonautico

© 2024 Motosport copyright

No Result
View All Result
  • Home
  • Moto GP
  • Motocross
  • Enduro
  • TT
  • Trial
  • Mundial Superbikes

© 2024 Motosport copyright