Marc Márquez renovou o seu contrato com a Ducati Lenovo por mais dois anos. Após intensas negociações, o campeão do mundo de MotoGP e a marca italiana chegaram a acordo para as temporadas de 2027 e 2028.
Antes desta renovação, o espanhol enfrentou um longo período marcado por lesões. Embora a recuperação ainda não esteja totalmente concluída, Márquez sente-se suficientemente apto para olhar para o futuro com determinação.
Um dos responsáveis mais satisfeitos com o novo acordo é Davide Tardozzi.
“Estamos muito felizes por o Marc continuar connosco nos próximos dois anos. Desde o primeiro teste em Barcelona, em 2024, mostrou-nos quem é como pessoa e como piloto. Para ambas as partes foi muito fácil dizer que queríamos continuar juntos”, afirmou o italiano em entrevista ao MotoGP.com.
Questionado sobre se houve algum momento nos últimos meses em que existiu a possibilidade de Márquez não renovar, Tardozzi respondeu:
“Ele estava preocupado com a sua saúde, mas nós nunca duvidámos dele. Foi sempre muito sincero connosco e manteve-nos informados sobre tudo o que estava a fazer juntamente com a equipa médica em Madrid. Estivemos sempre a par da situação.”
O companheiro de equipa de Marc Márquez a partir de 2027 será Pedro Acosta. Mas por que razão a Ducati escolheu o jovem espanhol?
“Porque acreditamos que o Pedro é um dos jovens pilotos mais talentosos deste paddock”, explicou Tardozzi.
“Se olharmos para o que mostrou desde o início da sua carreira na Red Bull Rookies Cup, na Moto3 e na Moto2, foi algo fantástico. Infelizmente, ainda não conseguiu replicar esses resultados na MotoGP, mas acredito que o fará.”
Francesco Bagnaia deixará a Ducati no final desta temporada e passará a competir pela Aprilia em 2027. Será o momento certo para seguir caminhos diferentes após oito anos de ligação?
“Construímos uma relação pessoal com o Pecco ao longo dos últimos oito anos. Será divertido tê-lo como adversário no próximo ano. Sabemos que ele será um ‘problema’ para nós, porque é um piloto muito rápido”, afirmou Tardozzi entre sorrisos. No final, ele ficará sempre nos nossos corações. Foi connosco duas vezes campeão do mundo e duas vezes vice-campeão. Conquistou 31 vitórias em Grandes Prémios e 63 pódios, tornando-se o piloto com mais vitórias da história da Ducati. Mas o Pecco não é apenas um piloto talentoso para a Ducati. É também um grande amigo, e isso continuará a ser assim no futuro.”
















