Izan Guevara foi contratado pela Pramac Yamaha para integrar o Campeonato do Mundo de MotoGP a partir de 2027. Mais um piloto que não é Manuel González chega assim à categoria rainha, algo que certamente não agradará ao atual líder do Mundial de Moto2. Com efeito, para a próxima temporada estarão no MotoGP o segundo, o terceiro, o quinto e o sexto classificados do campeonato de Moto2 no momento em que estas linhas são escritas, mas não o líder. Guevara falou precisamente sobre essa situação.
A posição é delicada para Guevara, que naturalmente não quer desvalorizar o mérito do rival. Eis o que disse sobre Manuel González:
«É um piloto que merece subir ao MotoGP, mas o problema é que essa oportunidade não é dada a toda a gente. Ele demonstra a sua velocidade no Moto2. Já o provou no ano passado e está a prová-lo novamente este ano. O Daniel Holgado também o provou, eu provei, o David Alonso provou e o Senna Agius também. O problema é que não há lugar para toda a gente. É uma situação difícil. Ele fez tudo o que estava ao seu alcance em pista, mas não teve a sua oportunidade», afirmou ao Mundo Deportivo.
Depois de duas temporadas muito complicadas na Moto2 após conquistar o título mundial de Moto3, Guevara assinou com a Pramac tendo um plano muito claro em mente.
«A questão do passaporte é complexa. Ser espanhol ou italiano torna atualmente mais difícil o acesso ao MotoGP. Mas, no final, é preciso demonstrar valor em pista. Fui inteligente e abracei este projeto com a perspetiva de que pudesse servir de trampolim para o MotoGP. Contratualmente, se alcançasse os objetivos definidos pela equipa, tudo correria bem. Obtive bons resultados, eles cumpriram as suas obrigações contratuais e surgiu a oportunidade de subir ao MotoGP. Estou orgulhoso porque ver um projeto como o Blu Cru funcionar e levar jovens talentos ao mais alto nível deixa-me muito satisfeito. A Yamaha também está orgulhosa deste fantástico projeto que está a desenvolver», acrescentou.
A próxima temporada contará com muitos estreantes, até porque a Pirelli, que atualmente fornece pneus à Moto2, passará a equipar também a categoria rainha. Muitas equipas acreditam que os pilotos já familiarizados com estes pneus poderão partir com alguma vantagem.
«Haverá muitas mudanças no próximo ano, realmente muitas. Penso que isso também pode ser uma vantagem para os rookies. É um ano crucial para a transição para a categoria rainha, porque existem muitas novidades. A chegada dos pneus Pirelli será um fator importante para aqueles que, como nós, já os utilizam. É verdade que teremos de nos adaptar à moto, ao chassis e, em certa medida, à potência. Mas também será melhor porque todos os dispositivos vão desaparecer, o que significa que haverá muito menos dados para assimilar», concluiu.
















