Durante as últimas voltas do Grande Prémio de Aragão, todas as atenções estiveram centradas na luta pelo oitavo lugar. Diogo Moreira, Enea Bastianini, Jack Miller e Brad Binder protagonizaram uma batalha emocionante até à bandeira de xadrez. No final, foi Bastianini quem garantiu a oitava posição, enquanto Moreira terminou em nono. Ainda assim, o piloto brasileiro fez um balanço bastante positivo da corrida.
“Foi uma corrida muito boa. Sim, gostei bastante. No início foi difícil porque, com o pneu médio, já sabemos que demora mais a aquecer e, além disso, na Honda é um pouco mais complicado para nós. Mas, de qualquer forma, acho que gerimos bem a corrida e, no final, estava a tentar lutar com o Enea, o que foi interessante. Na última volta cometi um erro no último setor, mas estamos satisfeitos. Foi um fim de semana positivo para nós.”
Bastianini afirmou que Moreira é muito difícil de ultrapassar devido à sua forte travagem.
“Bem, isso soa bem. Outro piloto já tinha dito o mesmo anteriormente. Para mim, aquilo de que precisamos é de melhorar a velocidade a meio da curva. Nas travagens somos muito fortes. No final, isso foi uma vantagem para mim porque consegui travar muito tarde em todas as voltas. Como disse antes, cometi um erro na última volta, mas neste momento estamos à procura de mais aderência em inclinação e estamos a trabalhar muito nisso. Já encontrámos algumas soluções este fim de semana e vamos ver como corre em Misano. Será um traçado diferente, uma pista diferente, por isso teremos de avaliar.”
Embora outros pilotos da Honda se tenham queixado da falta de tração, Moreira garante que esse não é o seu principal problema.
“Penso que melhorámos bastante o comportamento da moto a meio da curva. Agora estamos à procura de mais aderência na primeira fase de aceleração. Mas a tração, para mim, não é um problema. Durante todo o fim de semana consegui encontrar boas sensações nessa área. Não falei com o Joan [Mir] nem com o Luca [Marini], mas acredito que o nosso principal problema continua a ser o meio da curva.”
Questionado sobre se o peso pode influenciar estas diferenças de comportamento, respondeu:
“O peso? Acho que o meu peso até é uma desvantagem. Com o fato vestido peso cerca de 71 quilos. O Luca é mais alto, o Joan também, e além disso é mais forte fisicamente, por isso eles acabam por colocar mais peso sobre a moto. Na minha opinião, até deveriam ter mais tração. Não o confirmei diretamente em pista, mas para mim a tração não é um problema.”
Apesar das boas exibições, o futuro de Moreira na Honda ainda não está oficialmente definido.
“Estou apenas a fazer o meu trabalho. Acho que estamos a seguir um bom caminho. Quase sempre termino no Top 10 e sou a primeira Honda, por isso acredito que estamos a fazer um bom trabalho. Estive a lutar com as Ducati e com a KTM do Enea. Para conseguir mais do que isto precisamos de dar um grande passo em frente com a moto. Como já disse anteriormente, quando tudo corre muito bem conseguimos lutar por um sexto ou sétimo lugar. Por isso, considero que estou a cumprir o meu papel.”
Ainda assim, garante que a situação contratual não afeta a sua forma de pilotar.
“Não, de todo. Tive muito mais pressão no ano passado quando estava a lutar pelo campeonato. Este ano tenho tudo muito claro e também o meu futuro está bem encaminhado. Neste momento estou simplesmente a desfrutar.”
















