Tal como as pessoas, também as motos sentem a passagem do tempo. Os plásticos vão perdendo o seu brilho, algumas peças metálicas são atacadas pela corrosão, e os barulhos vão-se multiplicando se não lhe dermos uma correta manutenção. Para que isso não suceda, e mantenha incólume a amizade pela sua companheira de estrada, aqui deixamos algumas dicas. Basta ter alguns cuidados básicos e evitar erros comuns na forma de conduzir.
1 – Revisões

Fique atento às indicações do Manual do Proprietário e proceda
às revisões na quilometragem ou no prazo indicado pelo fabricante, porque isso
será fundamental para conservar a sua moto em boas condições durante muito
tempo.
A primeira revisão – feita geralmente aos 1.000 km – é muito importante para garantir vida longa à sua moto. Nas revisões seguintes, as verificações da folga das válvulas, do sistema de almentação (combustível) para o motor, do estado das velas devem ser conferidas e reguladas sempre que necessário. Além disso, também é importante verificar outros itens como as suspensões e travões: estado das pastilhas e discos e se não há sinais de vazamentos de óleo na forquilha ou perda de hidráulico nos travões.
2 – Nível de óleo do motor

É uma operação simples e pouco demorada, mas crucial para a
vida do motor, verificar o nível de óleo, normalmente através de uma janela do
motor ou numa vareta que nos indica o seu nível.
O lubrificante é muito importante para a durabilidade do
motor. Ele tem a função de diminuir o atrito entre as partes móveis do motor e
caixa de velocidades, e por isso mesmo, a sua troca deve ser feita em
intervalos recomendados pelo fabricante, porém muitos são os que esquecem do
fazer. Passado o período recomendado, o óleo lubrificante vai perdendo as suas
propriedades, até atingir uma cor escura e ficar incapaz de cumprir a sua
função. Mais ainda, se for fazer uma viagem longa, este é um ítem de verificação
obrigatória.
3 – Corrente de transmissão

Verifique a corrente e lubrifique a cada 1.000 km A relação final (apelido ao conjunto da corrente, roda cremalheira e pinhão) também exige atenção.

A corrente deve estar sempre regulada, não podendo estar muito esticada ou folgada, para evitar o risco de travamento da roda ou o rompimento dos elos. A verificação e lubrificação devem ser feitas a cada 1.000 km, ou sempre que a moto rodar na chuva ou em estradas de terra….
4 – Pressão dos pneus

Caso dê um uso diário à moto, confira a pressão dos pneus regularmente,
no mínimo uma a duas vezes por semana. Calibrar os pneus é um hábito
fundamental para manter a moto em boas condições. Os pneus devem estar sempre
na pressão recomendada pelo fabricante (informada no Manual do Proprietário ou autocolante
no braço oscilante traseiro da moto. Rodar com o pneu com muito baixa pressão
força o motor e aumenta o consumo de combustível. Mas não exagere na pressão,
porque um pneu muito cheio pode comprometer a suspensão e o conforto.
5 – Cabos de travão e embraiagem

Muitos motociclistas nem sabem que é preciso lubrificar os cabos do acelerador e da embraiagem. No entanto, saiba que a cada 12.000 km é importante verificar as condições desses componentes. Caso o acionamento das manetes esteja difícil é bom ficar atento, pois pode faltar lubrificação ou a folga estar errada. Com isso existe o risco do cabo se romper.

A mesma atenção deve ser dada aos pedais de travão e ao selector da caixa, que devem ser verificados e regulados periodicamente.
6 – Condições climáticas, poeiras…

Sempre que rodar por lugares com muita poeira, lama ou água
do mar, é importante proceder a uma lavagem completa da moto para evitar a corrosão.
O filtro de ar também deve ser limpo ou substituído quando a moto for usada de
forma constante em locais muito poluídos ou na terra. Sempre que possível,
evite deixar a moto exposta aos raios solares que tiram o brilho da pintura e
ressecam partes plásticas e o banco.
7 – Não forçe o motor

Não rode com o acelerador totalmente aberto como um piloto de MotoGP. Respeite o limite da moto. Rodar com a moto em rotação máxima, com o acelerador totalmente aberto, força o motor e diminui a sua vida útil. Forçar o motor por longos períodos ocasiona desgaste de peças internas. Por isso é preciso respeitar a limitação de rotações, evitando entrar na zona vermelha do conta-rotações, especialmente nas motos de baixa cilindrada.
8 – Condução suave

Conduza com suavidade, evitando puxões nas acelerações e
trocas de marchas. As acelerações bruscas, ou levar a rotação do motor até a
faixa de corte, comprometem a durabilidade do motor e da relação. Não é preciso
andar devagar e sim evitar “trancos” nas acelerações e trocas de
marchas. Uma pilotagem suave, com fluidez, aproveitando o torque do motor,
garante vida longa à sua moto.
9 – Travagem

Travagens bruscas desgastam pastilhas e pneus mais
rapidamente. Assim como nas acelerações, as travagens radicais, a ponto de fazer
deslizar o pneu, causam grande prejuízo. Esse hábito aumenta o desgaste dos
pneus, das pastilhas e dos discos de travão, e pode até afetar até as
suspensões. Quem antecipa a desaceleração e usa o travão-motor nas reduções de
velocidade economiza combustível e aumenta a durabilidade da moto. Além de conduzir
de forma mais segura.
10 – Abastecimento

Procure postos de confiança e nunca abasteça acima do nível
indicado. Sabemos que por vezes é difícil conferir a qualidade do combustível
que compramos, e assim, o melhor é abastecer regularmente num posto de reconhecida
qualidade. Postos com preços muito abaixo da média, podem fornecer um
combustível barato mas de pouca qualidade que com o tempo acelera o desgaste das
peças internas do motor e aumenta o consumo. Ao abastecer a moto nunca passe da
marca limite indicada no bocal. Assim não corre o risco de derramar combustível
no depósito, mas se acontecer lave imediatamente esse derrame.













