O mercado de pilotos do MotoGP está ao rubro para as próximas duas temporadas. Neste momento, apenas Marco Bezzecchi e Johann Zarco sabem onde vão competir em 2027. Quanto aos restantes, tudo continua em aberto e qualquer cenário é possível. Desde o início da época que circulam rumores sobre a composição das equipas para os próximos anos e, embora ainda não existam confirmações oficiais, muitas peças parecem já estar a encaixar-se.
Estas movimentações incluem também a possível subida de pilotos de Moto2 ao MotoGP, o que poderá obrigar alguns dos atuais pilotos da categoria rainha a procurarem alternativas. Um dos nomes apontados a uma eventual saída é Franco Morbidelli, que poderá ter o seu futuro no Mundial de Superbike.
O piloto ítalo-brasileiro, atualmente ao serviço da equipa VR46 Racing Team, não tem garantido o seu lugar para a próxima temporada. Tudo indica que Fermín Aldeguer deverá integrar a estrutura de Valentino Rossi em 2027, enquanto também se especula sobre a possível chegada de Nicolò Bulega vindo do WSBK. Este cenário deixa Morbidelli numa posição bastante delicada.
Inicialmente, surgiu a hipótese de Morbidelli assinar pela Trackhouse MotoGP Team. No entanto, a saída de Davide Brivio para a Honda poderá complicar essa possibilidade. Agora, ganha força a ideia de uma mudança para o WorldSBK com a Aruba.it Ducati. Serafino Foti, diretor da equipa, admitiu que Morbidelli está entre os candidatos a pilotar uma Ducati no campeonato de motos derivadas de série na próxima temporada.
Em declarações ao GPOne, Foti reconheceu que “é verdade que ter um piloto italiano seria importante, mas para mim o fundamental é outra coisa: quem chegar ao Superbike tem de estar motivado. O nível é extremamente elevado. Por isso, vamos olhar sobretudo para a vontade de vencer. Quem vier deve chegar com a ambição de lutar pelos primeiros lugares, não apenas para correr no Superbike”, explicou.
O responsável acrescentou ainda que um piloto italiano “seria importante, mas no final é o cronómetro que decide. Precisamos de pilotos rápidos e fortes”.
Quem vier a ocupar uma vaga na equipa italiana partilhará a box com Iker Lecuona, que tem demonstrado um desempenho muito competitivo no campeonato.
“Temos uma lista de candidatos, na qual também está Morbidelli, e vamos avaliar qual será a melhor solução. Mas, repito, o mais importante é que quem vier tenha realmente vontade de ganhar e não encare isto como o final da carreira. Para nós isso é essencial”, afirmou Foti sobre o futuro companheiro de equipa do piloto espanhol.
















