O Mundial de Superbike já está a preparar 2027 e, entre as novidades, está certamente a introdução de um combustível único. A medida foi aprovada após as últimas reuniões entre a MSMA, a Dorna e a FIM.
Trata-se de uma mudança importante, sobretudo para os construtores que, até agora, puderam contar com acordos diferentes com os seus parceiros. Um exemplo é a Ducati, que atualmente utiliza combustível da Shell, ou a BMW, que trabalha com a Coryton. A partir de 2027, com a introdução do combustível único, a marca de Borgo Panigale e a de Munique deixarão de poder utilizar o seu próprio combustível personalizado e terão, consequentemente, de se adaptar ao fornecimento comum previsto pelo campeonato.
Chegados a este ponto, surge naturalmente a pergunta: quem será o fornecedor escolhido pelo campeonato? Até ao momento, o nome ainda não foi oficialmente anunciado, apesar de no paddock terem surgido rumores sobre marcas como a Petronas, a Pertamina e a Total. Uma coisa é certa: a Dorna não pretende oferecer vantagens através de marcas que já são utilizadas atualmente pelos construtores.
A questão, contudo, não está apenas relacionada com a produção do combustível. Um aspeto fundamental será a logística, tendo em conta a necessidade de garantir o mesmo combustível a todo o paddock durante um campeonato que passa por vários países.
E é precisamente aqui que poderá entrar em jogo, de forma preponderante, a PANTA Racing Fuel, considerada uma das marcas mais bem posicionadas para vencer esta disputa. A empresa italiana, pertencente ao grupo MOL, já tem uma presença consolidada no mundo das competições e é fornecedora oficial do Mundial de Supersport. Além disso, possui experiência específica na gestão de combustíveis de competição e conhece bem o paddock das motos derivadas de produção.
A hipótese em cima da mesa é que a PANTA possa ficar responsável por toda a gestão logística do combustível único, eventualmente trabalhando em nome de uma das marcas responsáveis pelo fornecimento.
Por outras palavras, a marca que conquistar o contrato poderá colocar o seu nome e fornecer o seu combustível, enquanto a PANTA poderá assumir o papel de parceiro operacional responsável por garantir a distribuição e a gestão do produto dentro do paddock.
Ou então, a PANTA poderá dar o grande golpe e conquistar diretamente o contrato completo para todo o Mundial de Superbike, sem necessidade de trabalhar para terceiros.
Para já, ainda não existem anúncios oficiais sobre o nome do próximo fornecedor. Mas a disputa já começou e representa uma das peças mais interessantes da nova era do Mundial de Superbike, que ganhará forma a partir de 2027.
A PANTA parece estar na pole position, com o objetivo de duplicar no Superbike a posição de fornecedora única que já assume no Mundial de Supersport.
















