O mercado de pilotos do MotoGP está praticamente fechado e, entre os atuais pilotos da grelha, há cinco que ficaram sem lugar para o futuro: Brad Binder, Franco Morbidelli, Jack Miller, Maverick Viñales e Álex Rins.
Entre estes, há dois que já têm o seu futuro definido.
É o caso de Brad Binder, que está destinado a mudar-se para o Mundial de Superbike. O sul-africano chegou, nas últimas semanas, a um acordo com a BMW e, em 2027, será ele a assumir o lugar de Danilo Petrucci.
Além do atual piloto da KTM, também Franco Morbidelli escolheu o caminho do Mundial de Superbike. Como foi noticiado nos últimos dias, o piloto da VR46 vai juntar-se à equipa Aruba Ducati para substituir Nicolò Bulega, iniciando um novo capítulo na sua carreira desportiva.
Morbidelli regressa assim ao paddock onde conquistou, há mais de dez anos, o título europeu de Stock 600 com as cores da San Carlo.
Estas são, para já, as duas negociações já concluídas.
Entre os pilotos que ainda procuram uma solução para o futuro destaca-se Álex Rins. O espanhol manteve conversações nas últimas semanas com a equipa Go Eleven, demonstrando interesse num novo desafio aos comandos da Ducati V4 da estrutura liderada por Gianni Ramello.
Uma oportunidade interessante para Rins, que poderá encontrar no campeonato de motos derivadas de série o contexto ideal para relançar uma carreira que, nos últimos anos, também foi condicionada por várias lesões.
Um cenário que, em certa medida, também se aplica a Jack Miller, que olha com interesse para o Mundial de Superbike. O australiano deverá deixar o MotoGP no final da temporada e as motos derivadas de série podem representar uma plataforma ideal para recomeçar.
A Yamaha já lhe ofereceu uma espécie de “rede de segurança” na equipa Crescent, ao lado de Andrea Locatelli, mas continua a faltar um acordo em termos financeiros. No meio desta situação, Xavi Vierge está em risco de perder o lugar, podendo ser sacrificado para abrir espaço ao australiano.
Por fim, há o caso de Maverick Viñales, que está de saída da KTM e do MotoGP. O espanhol já deixou claro que não está interessado numa mudança para o Mundial de Superbike, o que poderá resultar num final de carreira particularmente amargo.
O campeonato de motos derivadas de série recebê-lo-ia de braços abertos, já que um piloto do seu calibre elevaria certamente o nível da competição. No entanto, tudo indica que o número 12 tem ideias bem diferentes para o seu futuro.
















