Com apenas 56 pontos a separarem os seis primeiros classificados e ainda dez rondas por disputar, a luta pelo último título de MotoGP da era dos motores de 1000 cc continua totalmente em aberto.
No entanto, o CEO da Aprilia Racing, Massimo Rivola, acredita que a próxima ronda de Aragão poderá ajudar a identificar os verdadeiros candidatos ao campeonato.
Atualmente, os pilotos da RS-GP Jorge Martin, Marco Bezzecchi e Ai Ogura ocupam os três primeiros lugares do Campeonato do Mundo, seguidos pelos pilotos da Ducati Marc Márquez e Fabio Di Giannantonio.
Raul Fernandez, da Trackhouse Aprilia e vencedor em Silverstone, fecha o lote dos seis primeiros classificados.
Se a tendência recente se mantiver, o impulso poderá continuar a alternar entre Aprilia e Ducati, dependendo da adaptação das respetivas motos às características de cada circuito.
Há ainda o fator Marc Márquez.
O nove vezes campeão do mundo foi praticamente imbatível em Balaton Park e Sachsenring, dois circuitos em sentido anti-horário e com muitas travagens e acelerações, que se adequam tanto ao seu estilo de pilotagem como às limitações que ainda sente no ombro direito.
A próxima ronda, em Aragão, realiza-se num circuito tradicionalmente favorável a Márquez, onde soma sete vitórias em Grandes Prémios e onde permanece invicto em quatro corridas disputadas com a Ducati, primeiro pela Gresini em 2024 e depois pela equipa oficial Lenovo Ducati na época passada.
«Sabemos que Aragão é uma pista do Marc», reconheceu Rivola.
«Ainda há 370 pontos em disputa, mas Aragão pode dar-nos uma ideia de quem serão os verdadeiros candidatos ao título daqui para a frente.»
A Aprilia teve dificuldades na segunda metade das temporadas de 2023 e 2024, sobretudo nas rondas fora da Europa.
Essa tendência foi quebrada de forma significativa no final do ano passado, com as vitórias de Bezzecchi e Raul Fernandez, embora numa fase em que Márquez estava lesionado.
«Podemos dizer que, estatisticamente, no passado éramos mais fracos na segunda parte da época e que no ano passado fomos bastante fortes», explicou Rivola.
«Espero que o ano passado tenha mais peso nas estatísticas futuras do que os anteriores. Veremos.
Não acredito realmente que exista uma diferença entre a primeira e a segunda metade da temporada.
Penso que o mais importante é a condição física dos pilotos. Finalmente começamos a ter o Jorge em boa forma física e o Marco terá mais uma semana para recuperar antes de Aragão.»
















