Marc Márquez vê sinais positivos no regresso e acredita que Mugello pode marcar uma viragem na temporada
Marc Márquez falhou por pouco um lugar entre os cinco primeiros no Grande Prémio de Itália de MotoGP, mas o piloto espanhol acredita que o fim de semana em Mugello pode representar um ponto de viragem na sua temporada.
O nove vezes campeão do mundo regressou à competição após ter sido submetido a uma dupla cirurgia e, depois de garantir o quarto lugar na qualificação de sábado, esteve envolvido numa intensa batalha durante a corrida com Pedro Acosta, apontado como um possível futuro companheiro de equipa na Ducati.
No final, Márquez acabou por ceder perante o piloto da KTM, sendo também ultrapassado por Ai Ogura e Fabio Di Giannantonio nas voltas finais.
Ainda assim, o espanhol destacou um aspeto muito positivo: conseguiu competir sem sentir a dormência no ombro que o afetava antes da operação.
“Para mim, o mais importante é que a dormência desapareceu. Senti novas sensações no braço. Esse era o principal objetivo da cirurgia”, afirmou Márquez após a corrida.
“A partir de agora, não importa qual é o meu 100%. Vou tentar alcançar o meu melhor todos os dias. Vou exigir o máximo do braço e depois veremos até onde consigo chegar. Ninguém disse que voltaria a ser exatamente o piloto que era antes. Mas vou tentar. Conhecem a minha mentalidade.”
Márquez mostrou-se igualmente satisfeito por ter conseguido lutar durante praticamente toda a corrida, numa fase em que ainda existiam muitas dúvidas sobre a sua condição física ao longo de um fim de semana completo.
“O facto de não saber exatamente como iria reagir fez com que desse tudo até o corpo e o braço direito dizerem: ‘ok, para agora’. Lembro-me de me sentir extremamente cansado, olhar para o painel da equipa e perceber que ainda faltavam dez voltas para o fim. Nesse momento senti alguma frustração, mas continuei a lutar. Sabia que acabaria por perder essa batalha, mas pensei: ‘se tiver de vender a minha pele, vou vendê-la cara’. Tivemos grandes lutas com vários pilotos e, para mim, o mais importante foi completar todo o fim de semana. O ponto de partida é que a reabilitação em cima da moto não correu nada mal.”
O piloto da Ducati também falou sobre a lesão no pé sofrida em Le Mans, embora admita que essa situação é insignificante quando comparada com os problemas no ombro.
“A lesão no pé não é nada comparada com a dor que tenho no ombro. Em relação ao pé, eu já estava preparado para correr em Montmeló. A principal preocupação era o ombro. O pé direito ainda não está a 100%, mas não representa qualquer limitação quando estou na moto.”
















