Toprak Razgatlioglu foi o melhor piloto Yamaha no Grande Prémio de Itália de MotoGP, em Mugello, embora uma penalização de uma posição por exceder os limites de pista na última volta o tenha relegado para o 16.º lugar, atrás do colega de equipa Jack Miller.
No entanto, para o tricampeão do Mundial de Superbike, terminar em 15.º ou 16.º lugar — ou mesmo ser o melhor representante da Yamaha — não é a principal preocupação. O turco está mais focado em encontrar a forma de desbloquear todo o seu potencial na categoria rainha.
Tendo em conta as dificuldades que a Yamaha continua a enfrentar, esse processo poderá ainda demorar algum tempo. Ainda assim, Razgatlioglu revelou qual considera ser o elemento-chave para acelerar a sua adaptação.
“Acho que a chave para mim é o travão-motor. O meu chefe de equipa e toda a equipa perceberam isso”, explicou.
“Se tiver apenas um pouco mais de travão-motor, piloto muito melhor. Quando não o sinto, não consigo utilizar corretamente o pneu dianteiro. Esse é o meu maior problema. Nas Superbike utilizava muito o travão-motor e adaptei o meu estilo dessa forma. Se não o sentir, simplesmente não consigo travar a moto como quero.”
Na corrida principal, Razgatlioglu perdeu o 15.º lugar para Miller depois de receber uma penalização de uma posição por ultrapassar os limites da pista na última volta.
Mesmo assim, o piloto da Pramac Yamaha mostrou pouca preocupação com o resultado final.
“Isso não é importante. Não me interessa”, afirmou.
“Mesmo sem a penalização teria terminado em 15.º. Uma posição é apenas uma posição. O 15.º lugar não é algo realmente importante para mim. Estou focado no trabalho e evoluí bastante, especialmente hoje. O meu chefe de equipa alterou algumas coisas, mas eu disse-lhe que nem precisava de me explicar. Limitei-me a pilotar e depois dei o meu feedback.”
Razgatlioglu revelou ainda que sentiu uma enorme diferença na moto durante o warm-up da manhã.
“Esta manhã estava a pilotar uma moto completamente diferente. Senti-me muito melhor e a moto também estava melhor. Travava melhor e conseguia transportar mais velocidade em curva. Foi um grande passo porque consegui finalmente sentir o travão-motor. Encontrámos algo esta manhã, mas durante a corrida o mesmo problema acabou por regressar.”
O turco explicou também que voltou a sofrer dificuldades no arranque.
“À partida, a embraiagem muda muito o comportamento da moto. Mais uma vez não consegui arrancar bem e depois não foi fácil ultrapassar as KTM. Nas retas, a KTM é incrivelmente rápida. Era impossível acompanhar. Em curva conseguia recuperar facilmente. Mas também não é fácil ultrapassar nas curvas, porque à saída de cada uma delas eles voltam a ganhar distância. Nas travagens consigo aproximar-me, mas é praticamente impossível lançar um ataque.”
Apesar dessas dificuldades, Razgatlioglu acredita que tinha ritmo para lutar por posições mais avançadas.
“Depois de várias voltas atrás das KTM consegui encontrar o meu ritmo e aproximar-me do Fabio Quartararo e também do Franco Morbidelli. Depois cometi um erro, embora não saiba se foi realmente meu ou causado pelo dispositivo de arranque. Normalmente desligo-o na reta, mas desta vez ele ainda estava ativo à saída da Curva 1. Depois da Curva 2 tive um bloqueio e perdi cerca de um segundo.”
Ainda assim, conseguiu voltar a apanhar Quartararo e travar uma longa batalha com o francês.
“Se não tivesse perdido tanto tempo nessa luta, talvez pudesse ter chegado ao Morbidelli, porque sentia que tinha mais velocidade. Mas não foi fácil ultrapassar o Fabio. Ele é muito forte no primeiro setor, embora nos restantes eu não estivesse mal. Estive atrás dele durante cinco voltas, mas acabei por destruir o pneu traseiro.”
















