Falar do projeto de Jorge Martínez Aspar é falar de um verdadeiro ecossistema dentro do motociclismo. Equipa, circuito, academia, formação… tudo faz parte de uma estrutura que foi crescendo ao longo dos anos até se tornar algo difícil de comparar.
Numa entrevista concedida ao SuperDeporte, o antigo piloto valenciano analisou o presente e o futuro de um modelo que continua a expandir-se, tanto dentro como fora de Espanha.
‘Longe de se focar apenas na competição, Aspar construiu uma estrutura que abrange praticamente todos os níveis do motociclismo.’
Sobre a dimensão do projeto: “É um projeto único, e é isso que mais me entusiasma. Sempre quis criar algo diferente.” Esse “algo diferente” traduz-se numa rede que liga formação, competição e desenvolvimento. “Temos a nossa própria academia de mecânicos, a nossa escola de pilotos, o nosso circuito e várias equipas. Além disso, contamos com competições de base com muitos jovens.” Mais do que uma soma de partes, trata-se de uma filosofia. “É isso que realmente me realiza: ter algo que faça a diferença neste mundo.”
O mercado de pilotos também faz parte do dia a dia da equipa e já se antecipam movimentações importantes.
Sobre possíveis subidas ao MotoGP: “Sim, tudo indica que tanto Dani Holgado como David Alonso vão dar o salto. Ainda não é oficial, mas são dois pilotos de enorme qualidade e é o passo natural.” Isso obriga a reagir: “Já estamos a trabalhar para encontrar novos pilotos que ocupem essas posições.”
O projeto de Aspar continua a crescer em todas as direções: formar, competir e exportar talento. Uma estrutura que não procura apenas ganhar corridas, mas também construir o futuro do motociclismo desde a base.
















