Raúl Fernández entrou para a lista de vencedores de corridas Sprint do MotoGP ao conquistar uma vitória “super emotiva” este sábado em Mugello.
O piloto da Trackhouse já tinha vencido um Grande Prémio da categoria rainha, em Phillip Island na época passada, mas admitiu que este triunfo teve um significado muito diferente.
Grande parte dessa emoção deve-se ao momento que atravessa. Fernández chegou a Mugello após a polémica com o também piloto da Aprilia, Jorge Martín, na Catalunha, e com incertezas em relação ao seu futuro no MotoGP.
“É uma vitória muito diferente. Não é uma vitória num Grande Prémio, mas é importante porque o momento que estamos a viver não é o melhor nem o mais fácil”, afirmou Fernández.
“Para mim é muito importante, também porque tenho a minha família e o meu irmão comigo, que me apoiam sempre quando a situação não é a melhor. Acho que também fizemos um trabalho muito bom na Catalunha, mas hoje foi perfeito.”
Partindo da segunda posição da grelha, Fernández ultrapassou Marc Márquez nas primeiras curvas e assumiu a liderança da corrida, conseguindo depois resistir aos ataques de Jorge Martín até à bandeira de xadrez.
A vitória representou também o seu primeiro pódio de qualquer tipo desde a ronda inaugural da temporada, na Tailândia.
“Sinto-me super emocionado porque, quando os resultados não aparecem, continuas a trabalhar e a esforçar-te, e depois tudo acaba por surgir. Essa foi a chave. Não posso falar a 100% sobre toda a situação. Mas acredito muito na equipa. Eles estão a fazer um trabalho fantástico e sempre confiaram em mim.”
Essa confiança ficou demonstrada quando Fernández decidiu ser o primeiro e único piloto a escolher o pneu traseiro médio para a Sprint. Mais tarde, Jorge Martín acabaria por seguir a mesma opção.
“Esta manhã, logo após a qualificação, decidi usar o pneu traseiro médio e ninguém questionou a decisão. Apoiaram-me. É incrível ter uma equipa assim ao teu lado.”
Apesar da vitória, o futuro do espanhol continua envolto em dúvidas. Fernández representa a estrutura RNF/Trackhouse há três temporadas, mas o seu lugar para 2027 ainda não está garantido.
Questionado sobre se a “situação” a que se referia estava relacionada com o seu futuro, respondeu de forma cautelosa:
“Não posso dizer nada. Estou a dar o meu melhor e vou continuar a fazê-lo. Não vou pensar no próximo ano. Tive uma conversa muito positiva com o Justin [Marks, proprietário da equipa]. Sou muito profissional. Até ao final de 2026 serei piloto da Trackhouse e vou dar o meu máximo pela equipa.”
Entre os nomes apontados à estrutura norte-americana para 2027 surgem Enea Bastianini e Nicolò Bulega, enquanto o atual companheiro de equipa de Fernández, Ai Ogura, é apontado a uma mudança para a Yamaha na entrada da nova era dos motores de 850 cc.
















