Maverick Viñales, de 31 anos, mostrou-se profundamente descontente com a KTM. O espanhol, cujo futuro permanece incerto, acusa o construtor austríaco de o ter mantido na ignorância relativamente aos seus planos.
“Se já sabiam que eu não iria integrar a equipa oficial, deviam ter-me deixado sair. Eu teria encontrado uma solução”, afirmou.
A ausência nos testes da Pirelli para as futuras MotoGP de 850 cc é, para Viñales, mais uma prova de que a relação está praticamente terminada.
“Nem sequer me telefonaram.”
Raramente um piloto ainda sob contrato se expressa de forma tão direta. Em Assen, Viñales não se limitou a sugerir que o seu futuro está longe da KTM; apontou mesmo o dedo à marca austríaca.
“Se eu deixar de estar no Campeonato do Mundo, será por culpa de uma única parte: a KTM. Não é culpa de mais ninguém.”
Uma declaração particularmente forte, porque o piloto não acusa apenas a KTM de já não contar com ele, mas também de o ter impedido de construir alternativas.
Segundo Viñales, a marca sabia há várias semanas que o piloto espanhol não fazia parte dos planos futuros, mas manteve a sua opção contratual até ao final de junho.
Enquanto isso, as restantes equipas foram fechando os seus alinhamentos para 2027.
“Se já sabiam que eu não iria para a equipa oficial, deviam ter-me libertado. Eu teria tratado do meu futuro.”
O ponto de rutura parece ter surgido com os testes realizados em Brno para o desenvolvimento das MotoGP de 850 cc e dos novos pneus Pirelli. Viñales explicou que passou duas semanas à espera de saber se participaria nos testes, até descobrir através da comunicação social que o escolhido seria Pedro Acosta.
“Soube de tudo através da imprensa. Ninguém me explicou como as coisas iam acontecer.”
Mais do que uma questão desportiva, o espanhol considera tratar-se de um problema de confiança. Numa equipa oficial, saber de uma decisão estratégica através dos jornalistas é frequentemente sinal de que a relação já está quebrada.
















