O piloto espanhol Iker Lecuona deixou uma análise profunda e sem filtros ao atual momento do campeonato, especialmente marcado pela chegada da nova Ducati de 2026, uma moto que, na sua opinião, mudou completamente o equilíbrio competitivo da grelha.
Na sua avaliação, Lecuona foi direto ao falar sobre o potencial da moto italiana: “Não consigo dizer que exista algo que esteja mal. Não posso. É verdade que só fiz quatro corridas, mas não consigo apontar nenhum problema quando estamos em pista.”
O espanhol destacou ainda a enorme evolução face à temporada passada: “Nem sei quantos segundos mais rápidos estamos em relação ao ano passado.” E foi ainda mais longe ao comparar diretamente o nível atual da Ducati com outras marcas: “Posso dizer que, neste momento, nem o Toprak com a BMW chegaria ao nível onde nós estamos. A moto é incrivelmente boa.”
Lecuona também valorizou o salto de rendimento dentro da estrutura Ducati e o crescimento de alguns pilotos neste novo cenário técnico. Nesse sentido, destacou particularmente Nicolò Bulega: “A nova Ducati de 2026 é incrível. Este ano o Nicolò está num nível muito superior ao que já esteve. Estamos a ver a melhor versão dele.”
Uma afirmação que reforça a ideia de que a Ducati elevou o nível competitivo do campeonato, permitindo que vários pilotos consigam ser rápidos. “É uma moto com a qual praticamente toda a gente consegue andar depressa”, acrescentou.
O espanhol falou ainda da sua relação com Bulega fora da pista, deixando perceber que o italiano é uma pessoa bastante reservada: “Sou uma pessoa aberta e amigo de qualquer um que queira ser meu amigo. O Nicolò é um tipo muito reservado. Não tenho uma relação próxima com ele, embora no domingo tenha sido a primeira vez que veio ter comigo e me disse: ‘Uau, que volta fizeste!’. Falamos muito pouco, apenas um olá e adeus.”
A conversa acabou também por tocar na personalidade de Bulega quando surgiu a inevitável comparação com Toprak Razgatlioglu. Biel Roda comentou: “Ele não se parece com o Toprak.” E Lecuona respondeu de forma direta: “Não, falta-lhe carisma.”
















