O futuro de Alex Rins parece estar cada vez mais distante do MotoGP. Sem uma moto competitiva disponível na categoria rainha para 2027, o piloto espanhol está agora a considerar seriamente uma mudança para o Campeonato do Mundo de Superbike, onde começam a surgir algumas opções concretas.
Aos 30 anos, Rins não pensa em terminar a carreira. O seu objetivo continua a ser competir ao mais alto nível, mesmo que isso implique abandonar o MotoGP. Com praticamente todos os lugares nas equipas de fábrica já atribuídos para 2027, o espanhol está agora focado nas estruturas privadas do WorldSBK.
Segundo várias fontes, entre elas o GPOne, a preferência de Rins passa claramente por pilotar uma Ducati Panigale V4, atualmente a moto de referência do campeonato. A equipa independente Go Eleven surge como uma das possibilidades mais fortes. O círculo próximo do piloto já terá iniciado contactos com a estrutura italiana para avaliar a viabilidade de um acordo, tanto do ponto de vista desportivo como financeiro.
Uma das principais questões passa pela possibilidade de a Go Eleven alinhar uma segunda Panigale V4, um investimento estimado em cerca de 300 mil euros, valor ao qual se somariam naturalmente todos os custos operacionais de uma temporada completa.
O cenário continua, no entanto, longe de estar fechado. A Go Eleven encontra-se atualmente em negociações para renovar com Lorenzo Baldassarri, cujas prestações convenceram o proprietário da equipa, Remo Gobbi. O piloto italiano conta ainda com o apoio do patrocinador principal PATA, um fator que reforça significativamente a sua posição.
Desta forma, a chegada de Alex Rins implicaria a entrada de uma segunda moto na equipa e não a substituição direta de Baldassarri. Embora essa hipótese seja atrativa do ponto de vista competitivo, dependerá sobretudo da capacidade financeira da equipa para suportar o projeto.
Depois de várias temporadas marcadas por lesões e resultados abaixo das expectativas, Rins parece ter percebido que as oportunidades no MotoGP estão cada vez mais limitadas.
O WorldSBK surge agora como a alternativa mais credível para prolongar a sua carreira ao mais alto nível. Resta saber se a Go Eleven conseguirá reunir os recursos necessários para acolher um piloto que soma seis vitórias em Grandes Prémios de MotoGP.
Uma coisa, porém, parece cada vez mais clara: salvo uma reviravolta inesperada, Alex Rins está determinado a continuar a sua carreira no Mundial de Superbike a partir de 2027.
















