Danilo Petrucci, piloto da BMW no Mundial de Superbike, considera que a marca alemã está atualmente em desvantagem devido à ausência de uma equipa satélite no campeonato.
Petrucci juntou-se à BMW em 2026, vindo da Barni Ducati, equipa satélite italiana onde competiu desde a sua chegada ao WorldSBK em 2023.
A Ducati continua a ser a moto mais representada na grelha do campeonato, com nove das 22 motos permanentes da temporada 2026 a utilizarem a Panigale V4 R. Isso traz várias vantagens à marca italiana.
Além do retorno financeiro obtido através da venda de motos a equipas privadas, a Ducati beneficia também da enorme quantidade de dados recolhidos ao longo dos fins de semana de corrida. Com mais motos em pista, há mais informação disponível para orientar o desenvolvimento da moto.
A BMW encontra-se atualmente numa situação semelhante à da Bimota e da Honda, contando apenas com duas motos na grelha. Apenas Ducati e Yamaha têm mais motos em competição, enquanto a Kawasaki ficou reduzida a uma única presença após a transição da equipa Provec para a Bimota.
Para Petrucci, esta realidade acaba por limitar o crescimento da BMW face aos rivais, especialmente quando comparada com a Ducati, embora o italiano admita estar satisfeito com o comportamento atual da M 1000 RR.
“Sentimos falta de outro par de pilotos que possa ajudar no desenvolvimento da moto, mas neste momento estou satisfeito com o feeling da moto”, afirmou Petrucci ao WorldSBK.com após o FP2 da ronda da República Checa.
“Estou a gostar bastante desta pista e acredito que pode ser um ponto-chave importante para o resto da temporada.”
Petrucci terminou a sexta-feira em Most na sexta posição, enquanto Michael van der Mark colocou outra BMW no top 10, ao fechar a sessão em décimo.
“Foi um bom dia”, concluiu o italiano.
“No final, trabalhámos bastante bem com a equipa e com a equipa técnica. No FP1 a situação estava bastante complicada, sobretudo nas travagens. Melhorámos um pouco também do lado da eletrónica para a segunda sessão. Experimentei ainda o novo pneu de desenvolvimento da Pirelli. É bom — não representa uma grande evolução, mas é mais consistente em termos de ritmo e desgaste, por isso pode ser uma opção para a corrida. Esta é uma pista de que gosto muito e onde é possível tirar o melhor partido da moto.”


















