SBK 2020: Os países vencedores

Por a 4 Abril 2020 15:30

Desde que o Mundial de Superbike ganhou vida em Abril de 1988, há 32 anos daqui a dias, 17 países diferentes, dos quais dois foram adicionados nos últimos dois anos, tiveram vitórias. Os novos vencedores foram a Holanda, com v d Mark, e a Turquia com Toprak Razgatlioglu.

No entanto, algumas vitórias de estreia para alguns países têm sido consideravelmente mais icónicas do que outras e, tendo isso em mente, é tempo de voltarmos a lembrar-nos de algumas datas inesquecíveis no diário das SBK.

O país mais bem sucedido em termos de vitórias é o Reino Unido, com a sua primeira chegada a Manfield, na Nova Zelândia, em 1989, cortesia de Terry Rymer. (na foto de abertura, com a Ducati da Pepsi-GALP)

O segundo país mais bem sucedido são os EUA, com o Hungaroring em 1988 a mostrar o eventual duplo campeão Fred Merkel (27 na foto) em toda a sua glória. A Austrália alcançou a vitória na primeira temporada de SBK, com Michael Doohan a mostrar o seu talento em Sugo e a marcar o início de uma carreira internacional de sucesso.

A quarta nação mais vitoriosa é a Itália, um país que levou a primeira corrida mundial de sempre de assalto em 1988 com Marco Lucchinelli e Davide Tardozzi, agora manager da Ducati em MotoGP.

No entanto, fora dos quatro primeiros, há memórias significativas. Houve uma primeira vitória especial para o Japão, já que Yuichi Takeda venceu em solo caseiro em Sugo, no Japão.

Em 2001, foi a vez da Espanha, um país onde as SBK levaram tempo a suscitar interesse, finalmente ocupar o primeiro lugar. Um momento significativo na corrida do Campeonato viu Ruben Xaus derrotar Colin Edwards e o seu companheiro de equipa Troy Bayliss com a vitória na Corrida 2 em Oschersleben.

Desde aquele momento na Alemanha, houve mais 52 vitórias para a Espanha, com a maioria a vir de Carlos Checa a chegar a 24.

Desde 2001, mais cinco países tornaram-se nações vencedoras de corridas na Superbike Mundial. O Brasil assistiu a uma forte campanha de 2006, quando Alex Barros veio do MotoGP. O brasileiro acabou por conseguir a sua primeira vitória em Imola na Corrida 1 a partir da oitava posição da grelha. Até agora, é o único sul-americano vencedor no Mundial de Superbike. Com um Chileno e um Argentino na grelha, quanto tempo isso vai durar, ninguém sabe.

Foi a vez da Alemanha começar a vencer no Mundial de Superbike em 2008, já que depois de algumas temporadas de promessas, Max Neukirchner teve uma vitória emocionante.

Em Monza, em 2008, a Corrida 1 veio a caminho do alemão, mas não foi fácil, já que um duelo em corrida com Noriyuki Haga viu-o ter de trabalhar muito para a sua vitória.

Apoiado por um pódio na Corrida 2, Neukirchner conseguiria mais uma vitória na sua carreira em Misano no mesmo ano. Continua a ser o último vencedor alemão nas SBK até à data.

Depois de fortes campanhas nas SSP, foi um passo para as SBK para Eugene Laverty em 2011, quando o irlandês fez parceria com Marco Melandri na Yamaha. Monza voltaria a ser o lar de uma primeira vitória para um país, com Laverty a conquistar a vitória na Corrida 1 como estreante, batendo o herói da casa Max Biaggi por mais de 1,5s. Todas as vitórias da Irlanda até agora vieram graças a Laverty; poderá conseguir mais em 2020?

Desde o feito de Laverty para a Irlanda, houve mais dois países no topo do pódio, as duas mais recentes adições à lista de vitórias do país. O Holandês Michael van der Mark fez a dupla em Donington Park em 2018, averbando duas vitórias para se tornar o primeiro piloto da Holanda a vencer – mas também só tinha havido Jeffrey De Vries (foto abaixo, 24) antes dele!

Um ano depois, foi o tenaz Turco Toprak Razgatlioglu que bateu Jonathan Rea num confronto final em Magny-Cours para conseguir a primeira vitória emocionante para si mesmo, para a Kawasaki Puccetti e para a Turquia.

Então, e o pelotão de 2020? Bem, o Chile e a Argentina podem esperar e sonhar com sucesso, cortesia de Maximilian Scheib e Leandro ‘Tati’ Mercado, respectivamente. Os países que já venceram antes, mas que procuram acabar com uma longa seca, são os EUA e a França, (neste caso com Alex Vieira a estrear-se no primeiro ano) com as suas últimas vitórias a chegarem em 2016 e 2014, respetivamente, enquanto Itália, Japão e Alemanha também estarão na corrida.

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