Yamaha Kodiak 700

Por a 24 Maio 2016 18:01

É nos trilhos mais exigentes ou nos momentos de trabalho árduo que o Kodiak 700 da Yamaha mais se destaca. Um nome com tradição no mercado que sofreu evoluções para o ano de 2016.  Mesmo com o mercado do segmento dos moto4 utilitários a ser bastante residual em Portugal, a Yamaha continua a apostar nos produtos da marca para um sector que vende milhares de unidades em diversas partes do planeta, com destaque óbvio para o mercado norte-americano. O nome Kodiak é um nome com história na casa japonesa e em 2016 surge com novos argumentos técnicos e com a mesma fiabilidade e capacidade de trabalho que levaram já a que muitas unidades fossem vendidas ao longo dos seus anos de existência e nas suas mais diversas cilindradas.

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MOTOR É ESTRELA

Neste regresso do Kodiak ao mercado a Yamaha equipou o modelo com um novo propulsor com um novo motor monocilindrico com 708cc de capacidade e que garante não um aumento significativo de potência mas sim uma disponibilidade mais linear da mesma em todo o regime de rotação. Com dupla árvore de cames à cabeça e quatro válvulas o moto conta ainda com sistema de refrigeração liquida e elevados níveis de binário sempre facilmente controláveis pelo condutor que venha a trabalhar com o Kodiak, que se mostra apto a todas as situações. Os novos amortecedores KYB ajudam não apenas ao amortecimento de todo o conjunto mas igualmente à manobrabilidade do modelo mesmo nos terrenos mais exigentes, contando neste aspeto com os novos pneus de 25 polegadas a ajudar a excelente níveis de tração mesmo em condições de terreno mais complicadas. A ajudar à capacidade de manobra está ainda a direção assistida electrónicamente (EPS) que melhora o conforto, a confiança e o controlo por parte do seu utilizador.

O Kodiak 700 não está na sua versão base equipado com o sistema EPS, mas na versão que conta com a ajuda eletrónica na direção podemos encontrar igualmente um completo quadro de instrumentos com indicador de nível de combustível, velocímetro, conta-quilómetros (total e parcial), odómetro, contador de horas de funcionamento do motor, indicação do estado do modo 4WD, seletor de mudanças e uma luz de aviso do próprio EPS. A versão base tem apenas um conjunto de luzes informativas com indicação do nível de combustível baixo, aviso de motor, aviso de temperatura de liquido de arrefecimento, indicadores de marcha-atrás, ponto-morto e estacionamento.

A todos estes argumentos técnicos juntamos ainda a elevada capacidade de quilometragem proporcionada pelo depósito de 18 litros que é feito através de uma entrada lateral, as jantes em aço na versão base – alumínio na edição especial – e os pneus de generosa dimensão concebidos para suportar não apenas os maiores esforços e cargas mas também para ajudar a manter um elevado nível de conforto tornando este Kodiak 700 fácil de utilizar e sempre disponível em todas as situações, mesmo em momentos de lazer em que procuramos alguma evasão sem rumo definido. Infelizmente em Portugal é um mercado muito residual e com pouca adesão por parte do utilizador comum, ao contrário do que acontece noutras paragens do planeta.

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TRANSMISSÃO AJUDA À PROGRESSÃO

Apesar do acionamento da transmissão poder parecer ser demasiado antiquado, a Yamaha mantêm a aposta na alavanca para que o condutor possa selecionar o modo de tração traseira ou tracção total. Este modo de acionamento mecânico permite escolher a opção mais adequada sem perder muito tempo, podendo sem encontrado na versão SE um sistema On-Command com bloqueio de diferencial que permitirá ao Kodiak ultrapassar obstáculos ainda mais exigentes sem grande dificuldade. A isto juntamos a transmissão Ultramatic desenvolvida pela Yamaha para muitos dos seus modelos. Uma transmissão automática que é reconhecida como um dos melhores sistemas CVT no mercado por força da utilização de uma correia em V que garante um funcionamento suave não deixando mesmo que surjam os sempre incómodos abanões e solavancos mesmos nas descidas mais inclinadas onde somos obrigados a recorrer à utilização dos travões.

Texto: Rui Belmonte

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