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Honda PCX 125 de 2020 – A pequena traquina

Ricardo Ferreira por Ricardo Ferreira
13 Junho, 2020
em MOTO+
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A Honda PCX vai na 3ª geração e, desde o seu lançamento em 2010 as vendas deste modelo nunca cessaram de aumentar, sendo hoje a scooter compacta mais popular no mercado. Fomos descobrir as razões desse sucesso.

Trânsito, transportes públicos, estacionamento: tudo isto se traduz em gastos diários na deslocação para o nosso local de trabalho. A isto somam-se nervos acumulados, desgaste emocional e físico, que normalmente culminam numa situação extrema de stress.

A scooter, ou mesmo um convencional ciclomotor com 125cc de cilindrada, além de poder ser conduzida com carta automóvel – desde que não ultrapasse o patamar de 11 kW – é o veículo ideal para nos tirar dos ombros essa pressão diária, melhorando até o nosso rendimento no trabalho. É a solução urbana por excelência! Não acredita? Vamos ver:

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TRÊS RAZÕES PARA O SUCESSO

A Honda PCX chegou ao mercado em 2010 e rapidamente se tornou um ‘best seller’ em toda a Europa. A explicação é simples: custo de aquisição baixo (3.125 €), consumos reduzidos (2,1 l/100/km) com o sistema de Idling Stop (o motor desliga-se automaticamente ao parar, reativando com um simples movimento no punho do acelerador) e uma estética dinâmica e urbana, foram três argumentos que colocaram a PCX como um excelente meio de transporte alternativo nas grandes metrópoles europeias.

Assim se compreende, que até ao lançamento desta 3ª geração no terceiro trimestre de 2018, fossem vendidas mais de 145.000 unidades da compacta scooter da Honda, das quais mais de 20.000 unidades ficaram em Portugal.

MELHORIAS DINÂMICAS     

São três as principais melhorias dinâmicas deste modelo:o novo quadro, a travagem aprimorada com ABS e o tamanho superior dos pneumáticos Michelin.

Com o novo quadro de berço duplo esta 3ª geração apresenta um conjunto mais rígido que na versão anterior. Aceita curvas sem nenhum movimento estranho e confere-nos uma maior tranquilidade em qualquer pavimento ou circunstância, mudanças que derivam não só da sua nova espinha dorsal como da superior medida de pneus: 100/80 x 14” à frente e 120/70 x 14” atrás.

No peso, os técnicos da Honda conseguiram subtrair 2,4 quilos ao conjunto, substituindo a “aranha” que segura a carenagem por um suporte de plástico. Outra alteração a ter em conta é a nova posição dos amortecedores, agora posicionados mais atrás, num ângulo mais vertical e com uma mola tripla constante, cuja regulação se tornou um pouco mais difícil.

Ágil e divertida no asfalto como sempre, a PCX 125 conta desde 2018 com pneus de superior medida que conferem mais segurança e conforto na condução

Em condução a nova PCX é muito divertida, uma espécie de ‘brinquedo’, que é tão leve e manobrável, mas que ao mesmo tempo nos incute tanta segurança e confiança que se torna impossível acabar a semana sem o desejo eminente de levá-la para fora da cidade.   

Passando ao ABS, o anti-bloqueio é incorporado apenas pelo disco dianteiro e substitui o sistema de travagem combinada anterior, e com isso o mordente foi significativamente aprimorado. Gostámos da resposta do motor – com um novo filtro de ar, admissão e escape – mais em baixas e altas do que a médios regimes. Neste aspeto pouco mudou esta 3ª geração da PCX. Em aceleração, o motor Honda ESP de 2 válvulas consegue ir perfeitamente a par com a Yamaha N-Max nos primeiros metros, mas à medida que os regimes do motor sobem perde terreno para a rival japonesa, recuperando depois dessa perda às rotações mais altas. 

Em termos de equipamento esta nova PCX vem recheada de bons
pormenores, muito úteis para o nosso dia-a-dia. Uma tomada elétrica está
incorporada no porta-luvas e foi aumentada a capacidade sob o assento, de 27
para 28 litros. Está melhor mas não o suficiente, uma vez que não permite
alojar todos os tipos de capacetes integrais, isto porque o posicionamento do
motor continua a ‘roubar’ espaço a este compartimento.  

As jantes mudaram também, passando a apresentar um design de 8 raios, em vez dos 5 da anterior versão.  O característico sistema Idle Stop também foi otimizado, mantendo o consumo espetacular de 2,1 litros em cada 100 km – uma das cartas de apresentação da PCX que nos garante uma autonomia de mais de 400 km, graças ao depósito de 8 litros.

MOTOR

O motor ESP da Honda, um monocilindrico a 4 tempos com 2 válvulas e arrefecimento líquido, muito económico, ficou mais potente e com superior alongamento

O motor continua a ser referência na PCX e subiu a potência para 12,4 CV às 8.500 rpm com um binário de 11,8 Nm às 5.000rpm. Esta evolução deve-se ao aumento de volume da caixa de ar e também ao melhoramento dos fluxos gasosos no motor onde o escape foi também trabalhado tanto ao nível do elemento catalizador como na fluidez dos gases no seu interior. Além disso o motor ESP da PCX monta agora um radiador também mais compacto e eficiente, graças a um novo resguardo que melhora a transmissão de ar quente ao motor e permite que a ventoínha seja menor, montando pás mais eficientes, para lidarem com o maior calor gerado pela maior potência do motor.

A transmissão V-Matic continua a proporcionar uma enorme
suavidade, mantendo intactas as  acelerações
excelentes a baixa rotação e também mais vigorosas a alta rotação. O sistema
evoluiu e proporciona menor atrito na transmissão.

DESIGN E EQUIPAMENTO

A frente redesenhada da PCX oferece pouca proteção ao vento já que o pequeno écran que monta apenas cobre praticamente o painel LCD de informação, bastante completo e de fácil leitura que inclui informação sobre a velocidade, conta-quilómetros totalizador e conta-quilómetros parcial e indicadores de nível do combustível, consumo e sistema “Idling Stop” de paragem do motor ao ralenti. Os faróis e piscas LED são novos, e diga-se, atrativos e com uma boa iluminação noturna, assim como o painel.

No painel da frente
existe um pequeno compartimento sem chave que abre por simples pressão onde
podem caber pequenos objetos ou uma garrafa de água e onde se encontra também
uma tomada de corrente de 12V.

Na plataforma existe mais espaço para os pés que no modelo anterior e a posição de condução é bastante mais confortável, onde um guiador cromado com apoios também cromados dá um toque premium ao conjunto. A ignição tem um sistema de segurança com uma pequena tampa que impede o acesso da chave e que deve ser aberta previamente com uma pequena peça plástica na cabeça da própria chave, rodando para destapar o acesso à ignição.

Nesta terceira geração a Honda PCX 125 adoptou o guiador cromado,
que lhe acentua o ar premium

Do lado direito da
mesma encontra-se um botão com dupla funcionalidade e que permite abrir a tampa
do acesso ao depósito de combustível e também do assento para termos acesso ao
espaço de bagagem.

CORES E PREÇO

A 3ª geração da Honda PCX está disponível em 4 cores: Branco (Pearl Cool White), Preto (Pearl Nightstar Black), Cinza Mate (Matt Carbonium Grey Metallic) e Vermelho (Pearl Splendor Red).

O seu PVP atual é de 3.125 € e está disponível também com uma gama completa de acessórios genuínos Honda, incluindo um pára-brisas, uma top case de 35 litros, um cadeado em U, punhos aquecidos e uma capa para cobrir a scooter.

Mais (+)

Resposta espontânea do motor

Consumos muito reduzidos

Travagem com ABS

Luzes LED

Quadro mais rígido

Menos (-)

Proteção aerodinâmica

Motor a médios regimes

Conforto do passageiro

Espaço sob o assento

Ficha Técnica

MOTOR

Tipo       Monocilíndrico,
4 tempos, SOHC, 2 válvulas, refrigerado por líquido

Cilindrada           125
cm³

Diâmetro x Curso             52,4
x 57,9 mm

Relação de compressão 11
: 1

Potência máxima             9,0
kW (12,4CV) às 8.500 rpm

Binário máximo 11,8 N·m
às 5.000 rpm

Capacidade de óleo        0,9
Litros

SISTEMA DE ALIMENTAÇÂO DE COMBUSTÍVEL

Alimentação      Injecção
electrónica PGM-FI

Capacidade do depósito de combustível               8,0 litros

Consumos          2,1
l/100 km (47,6 km/l) (sem Idling Stop) (em modo WMTC)

SISTEMA ELÉCTRICO

Motor de arranque         Eléctrico

Capacidade da bateria   12
V/7 AH (10H)

Potência do alternador 255
W

TRANSMISSÃO

Tipo de embraiagem      Embraiagem
automática, centrífuga, a seco

Tipo de caixa     V-Matic

Relação de transmissão final      10,65

QUADRO e DIMENSÕES

Tipo       Duplo berço
em tubos de aço

CICLÍSTICA         

Dimensões (C x L x A)     1.923
x 745 x 1.107 mm

Distância entre eixos     1.313
mm

Ângulo da coluna da direcção    27°

Eixo de arraste (trail)      86
mm

Altura do banco               764
mm

Altura ao Solo   137 mm

Peso em ordem de marcha         130
kg

SUSPENSÃO

Dianteiro             Forquilha
telescópica de 31 mm de diâmetro e 89 mm de deslocamento do eixo

Traseiro               Duplo
amortecedor com braço oscilante em alumínio, 84 mm de deslocamento do eixo

JANTES

Dianteiro             Alumínio
fundido, 8 raios

Traseiro               Alumínio
fundido, 8 raios

Dimensão da Jante Dianteira      14M/C
x MT2,15

Dimensão da Jante Traseira        14M/C
x MT3,50

Pneu Dianteiro 100/80-14M/C
(48P)

Pneu Traseiro    120/70-14M/C
(61P)

TRAVÕES

Dianteiro             Hidráulico,
disco de 220 mm com pinça combinada de 2 êmbolos e ABS

Traseiro               Tambor
de 130 mm

INSTRUMENTOS E SISTEMA ELÉCTRICO

Farol      LEDs

Farolim LEDs

Tags: consumosHondaPCX 125PerformancespreçoTeste
Ricardo Ferreira

Ricardo Ferreira

Apaixonado por motos desde muito cedo, está desde há muito ligado à Comunicação Social, tendo trabalhado em diversos meios como AutoHoje, revista Motociclismo, jornal Volante, revista MotoMagazine e Autosport, entre outros.

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