DENTRO DE POUCOS DIAS, A COMISSÃO EUROPEIA APRESENTARÁ O DOCUMENTO SOBRE A REGULAMENTAÇÃO DA ENTRADA EM VIGOR DO EURO 5. RUMORES APONTAM PARA A PRORROGAÇÃO POR UM ANO DO EURO4.
O Coronavírus abrandou o mercado mas permanecem muitas interrogações sobre o que vai acontecer em 2021. Esse seria em princípio o ano de extinção definitiva da normativa sobre emissões Euro4. Mas, vamos por partes. O Euro5 já entrou em vigor no início deste ano, mas – de acordo com as diretivas europeias em vigor – os fabricantes podem continuar a vender veículos com homologação Euro4 ao longo de 2020. Neste momento, o final dessa normativa faria explodir os planos de muitos agentes e representantes no mercado de motociclos.

Durante os dois meses de confinamento obrigatório, os
concessionários não conseguiram vender e, como resultado, foram criados stocks gigantescos
(estamos a falar de mais de 200 mil unidades na Europa) de veículos Euro4, que
devem ser eliminados o mais rapidamente possível.
E isso não é tudo. Para os vários organismos de certificação,
tem havido um importante abrandamento na obtenção de novas aprovações, que
normalmente já são longas. A última peça do puzzle diz respeito ao documento
que será apresentado nos próximos dias pela Comissão Europeia sobre a
regulamentação da entrada em vigor do Euro5. O que podemos esperar?
Rumores
Tendo em conta os acontecimentos imprevistos, a lentidão e o
stock de veículos, a ACEM (Associação Europeia de Fabricantes) fez um pedido
que se poderá revelar fundamental: prolongar por um ano a obrigação Euro5 e
permitir a produção de veículos Euro4 também para 2021, de modo a poder vender
o stock de veículos.
Isto iria ajudar muito o mercado. Os números do registo de
motociclos e scooters continuam em tendência positiva no pós-confinamento, e em
Julho confirma-se o crescimento pelo segundo mês consecutivo do mercado.
Não há certezas quanto às decisões da Comissão Europeia, mas
alguns rumores falam de uma extensão da comercialização para todo o ano de 2021
dos veículos Euro4 (e não, como solicitado pela ACEM, também para a sua
produção). Provavelmente, serão os Estados membros a decidir como conceder a porrogação.
É esperar para ver.













