O chefe da Prima Pramac Yamaha, Gino Borsoi, acredita que a Yamaha está a alcançar resultados encorajadores na sua fase de reconstrução no MotoGP, considerando que estar apenas cerca de 1,2 segundos atrás das motos da frente já representa um enorme progresso para a marca japonesa.
A Yamaha atravessa uma nova era desde a introdução do motor V4 em 2026, abandonando a tradicional configuração de quatro cilindros em linha que utilizava há décadas. Apesar de ainda não ter conquistado qualquer pódio nas primeiras dez rondas da temporada e ocupar apenas o quinto lugar no campeonato de construtores, a 42 pontos da Honda, os sinais são considerados positivos dentro da estrutura.
No recente Grande Prémio dos Países Baixos, Fabio Quartararo ficou a apenas 0,504 segundos da pole position, continuando a destacar-se em qualificação e a extrair o máximo potencial da YZR-M1. Em corrida, a Yamaha terminou a apenas 0,7 segundos da volta mais rápida.
Em entrevista ao Motorsport-Total, Borsoi destacou que a primeira metade da temporada sempre foi encarada como uma fase de aprendizagem antes de uma evolução mais significativa na segunda parte do campeonato.
“Estar a um segundo ou 1,2 segundos dos líderes já é um resultado incrível para a Yamaha. Temos de reconstruir completamente a nossa forma de pensar; é uma era totalmente nova para nós.”
O dirigente italiano considera que os resultados atuais estão acima das expectativas criadas após a difícil temporada de 2025.
“Na minha opinião, estamos melhores do que eu esperava depois do ano passado.”
Borsoi reconheceu que o principal problema da Yamaha continua a ser a falta de potência do motor, mas destacou o bom funcionamento de outras áreas da moto.
“Estamos a sofrer bastante com a falta de potência. Se conseguimos estar apenas a cerca de 1,2 segundos da frente com a Yamaha, isso significa que a aerodinâmica, a eletrónica e o quadro estão a funcionar muito bem neste momento.”
Jack Miller também referiu recentemente que a frente da nova M1 continua a ser um dos seus pontos fortes, embora os pilotos sejam obrigados a forçar bastante para compensar o défice de potência face aos rivais.
Apesar de a Yamaha já estar fortemente focada no desenvolvimento da futura moto de 850cc para 2027, a marca ainda não desistiu da atual M1.
Alex Rins revelou que estão previstas novas evoluções para o motor de 1000cc durante a temporada, e Borsoi confirmou que ainda poderão chegar mais melhorias antes do final do ano.
“De acordo com o nosso plano, poderemos receber uma ou até duas atualizações adicionais antes do final da temporada.”
Com o desenvolvimento da nova geração de MotoGP já em andamento, a Yamaha procura terminar 2026 em crescimento e aproximar-se gradualmente dos lugares da frente, preparando o terreno para um futuro mais competitivo.
















