Toprak Razgatlioglu continua a tentar adaptar-se a uma Yamaha que está longe dos seus melhores dias. No passado fim de semana, o piloto turco enfrentou o exigente traçado de Mugello, um dos mais desafiantes do calendário. Apesar de ter cruzado a linha de meta na 15.ª posição, uma penalização por exceder os limites da pista na última volta retirou-lhe o único ponto conquistado, que acabou por ser atribuído ao seu companheiro de equipa, Jack Miller. Ainda assim, Toprak faz um balanço positivo do fim de semana.
“Não é algo importante, não me preocupa porque teria terminado em 15.º mesmo sem a penalização. Claro que um ponto é um ponto, mas para mim a 15.ª posição não é realmente importante. Na última volta saí de pista na Curva 14, toquei na zona verde e fui penalizado, mas o mais importante é que demos um grande passo em frente. Estou contente, também porque agora vamos para Balaton, um circuito de que gosto e que é mais do estilo Stop&Go.”
“Estou concentrado e melhorei muito, especialmente hoje. O meu chefe de equipa fez alguns ajustes na moto e eu disse-lhe que nem precisava de me explicar nada; eu iria pilotar e depois dar o meu feedback. A moto desta manhã era completamente diferente e senti-me muito melhor, porque travava melhor e tinha mais velocidade em curva graças ao travão-motor. Finalmente encontrámos algo importante nesse aspeto.
Depois, na corrida, tive o problema habitual com a embraiagem e, depois disso, não consegui ultrapassar as KTM. São incrivelmente rápidas em reta e não conseguia acompanhar o ritmo delas. É fácil alcançá-las nas curvas, mas ultrapassá-las é outra história, porque atacá-las à saída das curvas é praticamente impossível.”
Sobre a gestão da corrida, Razgatlioglu explicou:
“Depois de algumas voltas atrás deles, encontrei o meu ritmo e apanhei o Quartararo e o Morbidelli, mas depois perdi cerca de um segundo devido a um erro. Quando voltei a aproximar-me do Fabio, mantive-me atrás dele durante cinco voltas, mas desgastei demasiado o pneu dianteiro ao tentar ultrapassá-lo à saída das curvas.
Quando finalmente consegui passar, o pneu traseiro também já estava muito degradado e, nas últimas voltas, rodava em 1m48s, quando antes estava a fazer 1m47,7s.”
O turco considera, ainda assim, que o fim de semana foi bastante positivo:
“Se olhar para o conjunto do trabalho e não apenas para esta corrida, acredito que fizemos um trabalho incrível. O travão-motor é fundamental para mim, ajuda-me a pilotar melhor. Não consigo travar a moto como gosto se não o sentir.
Também estou satisfeito porque esta manhã consegui finalmente rodar em 1m45s com o pneu médio, enquanto na qualificação não tinha conseguido baixar de 1m46,1s, mesmo no limite. Melhorámos muito, especialmente com o pneu médio. Ainda perco algum tempo nas Curvas 8 e 9, mas no resto do circuito sou bastante competitivo.”
“Continuo sem pilotar totalmente ao meu estilo, mas estou cada vez mais próximo disso. Na travagem sou forte apenas em algumas curvas, porque não é fácil parar a moto com pneus e travão-motor tão diferentes daqueles que utilizava no Mundial de Superbike.
Mas estou a perceber como o fazer e acredito que vamos melhorar bastante se mantivermos esta configuração, porque em todas as corridas começamos com dificuldades e evoluímos ao longo do fim de semana. Chegar a Balaton já neste nível seria fantástico para mim. Esse é o objetivo. Vamos ver.”
Toprak comentou também a situação de Nicolò Bulega, líder do Mundial de Superbike:
“Acho que o Bulega merece uma oportunidade na MotoGP porque é um piloto muito rápido e teria uma grande oportunidade se a Ducati o levasse para lá. Ainda é jovem, tem 26 anos e possui um estilo de pilotagem muito adequado à MotoGP, por isso acredito que poderia alcançar resultados especiais.
Vamos ver o que acontece, mas penso que ele merece essa oportunidade porque está a ser realmente muito forte no Superbike. Espero que a Ducati o mantenha no seu projeto e o leve para a MotoGP. Caso contrário, acredito que procurará outra equipa, mas a Ducati seria a melhor opção para ele porque cresceu dentro da marca.”
Razgatlioglu também falou da vitória de Andrea Iannone na Bagger World Cup:
“Fico muito feliz pelo Iannone. Ele é incrível com aquelas motos, está a pilotar muito bem e até fez a volta mais rápida na última corrida. Sou fã da Bagger World Cup, diverti-me bastante a vê-los correr e estou muito contente por ele.
Continua a ser um piloto rápido e inteligente, embora continue um pouco louco. Acho que, se encontrasse um lugar no Mundial de Superbike, estaria regularmente entre os cinco primeiros. Sei disso porque já corri contra ele e continua a ser muito rápido. Espero que consiga uma oportunidade no campeonato.”
















