O antigo chefe de equipa de Marc Márquez na Honda no MotoGP, Santi Hernandez, admite que não acredita que ambos voltem a trabalhar juntos na HRC.
Sete vezes campeão do mundo, Márquez começou a trabalhar com Hernandez ainda em Moto2, antes de o engenheiro o acompanhar na subida ao MotoGP com a Honda em 2013.
Juntos, conquistaram seis títulos mundiais em sete anos com a marca japonesa, embora Hernandez não tenha seguido Márquez quando este se mudou para a equipa da Gresini Ducati em 2024.
Numa entrevista ao Mundo Deportivo, Hernandez falou da forte relação que mantém com o piloto espanhol.
“Construímos uma equipa realmente fantástica, desde o zero”, afirmou.
“Rimos muito; ele era um de nós. Vi o Marc crescer. Levo comigo uma amizade com ele, que para mim é o mais importante. Um dia ele vai retirar-se, um dia eu também, e essa amizade vai continuar.”
Hernandez esteve ao lado de Márquez no período mais difícil da sua carreira, quando sofreu uma grave lesão no braço em 2020.
Como Márquez não quis assinar um contrato de vários anos quando se transferiu para a Gresini em 2024 para pilotar uma Ducati, não lhe foi permitido levar Hernandez consigo.
Segundo rumores, Márquez está perto de renovar com a Ducati de fábrica para 2027, apesar das constantes questões sobre um possível regresso à Honda.
Ainda assim, Hernandez não acredita nesse cenário.
“Não penso que isso aconteça. Ele está na Ducati, está feliz, voltou a sorrir.”
A temporada de 2026 de Márquez tem sido condicionada pela grave lesão no ombro sofrida em outubro passado, no Grande Prémio da Indonésia.
Isso levantou dúvidas sobre a longevidade do espanhol no MotoGP, com o próprio Márquez a admitir que poderá estar a aproximar-se do final da carreira nos próximos anos.
Sobre isso, Hernandez concluiu: “Não vejo o Marc a competir até aos 40 anos.”
















