Massimo Rivola revelou que Marco Bezzecchi mal conseguia caminhar antes de terminar em terceiro lugar no Grande Prémio da Grã-Bretanha de MotoGP, elogiando o enorme espírito de sacrifício do piloto italiano.
O antigo líder do campeonato chegou a Silverstone ainda a sofrer com as consequências de uma lesão na clavícula e no joelho contraídas antes da pausa de verão.
Essas lesões surgiram numa fase particularmente difícil para Marco Bezzecchi, que não conseguiu terminar quatro Grandes Prémios consecutivos após a vitória em Mugello, no final de maio.
Essa série negativa chegou ao fim este domingo em Silverstone, quando Bezzecchi resistiu aos ataques de Álex Márquez para garantir o terceiro lugar e completar um histórico pódio totalmente dominado pela Aprilia, com um 1-2-3.
Questionado pela Crash sobre a dificuldade de gerir psicologicamente Bezzecchi durante este período complicado, o CEO da Aprilia, Massimo Rivola, respondeu:
“Quando vemos um piloto que de manhã tinha dificuldades até para caminhar e depois faz uma corrida como aquela, conseguimos imaginar o tamanho do seu coração. Tal como vimos com Jorge [Martín] no ano passado. Somos um excelente exemplo da coragem e, se me permitem dizer, dos ‘colhões’ dos nossos pilotos.Temos de estar conscientes de que estamos a falar de pessoas especiais. No ano passado foi o Jorge, este ano é o Marco. Estou realmente impressionado com aquilo que vi o Marco fazer hoje.”
Bezzecchi admitiu que lidar com as críticas externas e com as próprias dúvidas não foi fácil, mas explicou que tudo muda quando entra em pista.
“Foi difícil. Sinceramente, depois de Mugello, quando fomos para Balaton, começámos o fim de semana de uma forma fantástica.Mesmo com dificuldades físicas, consegui algumas prestações decentes. Na Sprint fiz um arranque muito bom, o que me deu a oportunidade de lutar e alcançar um pódio. Depois, na corrida, com o erro na partida e a grande queda, já sofri uma pequena lesão.”
O piloto da Aprilia recordou que, a partir daí, tudo se complicou.
“Depois disso, as coisas tornaram-se mais difíceis. Veio o meu erro em Brno. Depois a grande, grande queda em Assen. Parti apenas uma costela, mas todo o meu corpo ficou destruído. Depois, em Sachsenring, era competitivo, mas outro erro terminou com uma dupla lesão. Por isso, não foi um período fácil.”
















