Digamos que, nesta primeira metade da temporada, conseguiram mais ou menos aquilo que eu esperava”, confessou Paolo Simoncelli sobre o rendimento dos seus dois jovens pilotos, de 18 e 21 anos.
“O’Gorman é um verdadeiro irlandês, daqueles com uma enorme vontade de mostrar o seu valor e que, no futuro, poderá alcançar grandes resultados. É um piloto movido pela paixão pura e apenas precisa de aprender a ouvir e a juntar todas as peças para obter melhores resultados”, explicou Simoncelli sobre o piloto irlandês.
Do outro lado da garagem está o piloto austríaco Leo Rammerstorfer.
“Leo está claramente um pouco mais atrasado, o que é compreensível, porque é um piloto que começou a competir tarde. Um pouco ao estilo de Max Biaggi”, comentou Simoncelli sobre um dos aspetos que considera determinantes na evolução do austríaco.
“A sua limitação atual é a falta de agressividade. Precisa de ser um pouco mais incisivo para dar aquele passo que lhe permitirá, pelo menos, lutar regularmente a meio da tabela”, admitiu, apontando o principal aspeto que Rammerstorfer necessita de melhorar para evoluir na sua carreira e na classificação do Moto3.
Paolo Simoncelli mantém uma visão realista da situação da SIC58 Squadra Corse e não exige resultados imediatos aos seus pilotos.
“Por agora, sim, mas o nosso objetivo é formar jovens pilotos e ajudá-los a crescer dentro da nossa equipa”, esclareceu.
“Se tivéssemos capacidade para pagar entre 60.000 e 100.000 euros a um piloto, talvez estivéssemos a correr para vencer corridas. Mas, neste momento, limitamo-nos a sobreviver. Ainda assim, repito: O’Gorman vai chamar a atenção de muita gente em breve. Vão ver que ele chegará longe”, concluiu Simoncelli sobre os seus jovens talentos.
















