A relação entre Fabio Quartararo e a Yamaha está muito danificada. O francês, campeão do mundo de 2021, vai deixar a marca no final da temporada para rumar à Honda, numa transferência que já é praticamente um segredo aberto. No entanto, a forma como está a gerir a sua saída, com críticas cada vez mais duras ao desempenho da M1, tem vindo a gerar tensão no paddock. O mais recente a pronunciar-se foi Paolo Campinoti, diretor da Pramac Racing e parceiro estratégico da Yamaha.
“Devia ser um pouco mais agradecido”, afirmou Campinoti à Sky Italia. O dono da Pramac atravessa um dos períodos mais difíceis dos últimos anos, depois de passar de campeão do mundo com Jorge Martin e Ducati para lutar no fundo da grelha com a Yamaha.
O dirigente italiano não escondeu a sua opinião.
“Está muito crítico neste momento e, quando um piloto encara o projeto com esta atitude, torna-se difícil perceber os aspetos positivos. Para ele, agora tudo é negativo”, explicou.
Campinoti acredita que Quartararo ultrapassou um limite ao admitir recentemente que agora pilota mais “para si próprio” do que para a equipa — uma declaração que, numa cultura japonesa como a da Yamaha, caiu como uma autêntica bomba.
Campinoti destacou ainda a dimensão moral da questão.
“A Yamaha colocou-o no MotoGP e ajudou-o a conquistar o título mundial. A gratidão é sempre muito importante na vida. Não ser agradecido não é algo positivo.”
















