Dani Holgado pôde iniciar as férias de verão com tranquilidade, sabendo que o seu futuro está garantido. No Grande Prémio da Alemanha foi oficializada a sua promoção ao MotoGP, onde irá competir em 2027 com a equipa Gresini. Até lá, o piloto da Aspar Team continua focado na luta pelo título mundial de Moto2, ocupando atualmente o quinto lugar da classificação geral após o pódio conquistado em Sachsenring. Em entrevista ao jornal Marca, o espanhol falou sobre a sua promoção à categoria rainha.
Holgado assegura que, apesar de os números não serem tão impressionantes como os da temporada passada, está satisfeito com o trabalho que tem vindo a desenvolver.
“O nível da Moto2 este ano é muito elevado. Todos os pilotos estão num nível extremamente exigente e é difícil ser competitivo todos os fins de semana. Não acho que esteja a fazer uma má temporada, muito pelo contrário; estou a aprender muito e a melhorar bastante como piloto. Diria até que estou num nível superior ao do ano passado, mas a verdade é que todos evoluíram. Não estou preocupado porque sei que, se continuarmos assim, mais cedo ou mais tarde os resultados acabam por surgir naturalmente.”
Nos últimos meses, tem-se falado muito das dificuldades que pilotos com nacionalidade espanhola ou italiana enfrentam para chegar ao MotoGP. Um dos exemplos mais referidos é Manu González, que apesar dos excelentes resultados obtidos em 2026, incluindo a liderança do campeonato de Moto2, continua sem um lugar garantido na grelha da categoria rainha.
“Tem-se falado muito dessa questão dos passaportes”, admitiu Holgado. “Sabíamos que era algo complicado. Para chegar ao MotoGP sendo espanhol ou italiano é preciso lutar muito e, acima de tudo, mostrar algo diferente. Fiz uma grande temporada no ano passado e também comecei muito bem esta época. Acho que isso foi determinante para garantir a oportunidade de estar no MotoGP no próximo ano.”
A estreia de Holgado na categoria principal coincidirá também com uma mudança histórica de regulamentos, com a introdução das motos de 850cc.
“O próximo ano é uma incógnita para todos: motos novas, novo regulamento… Eu também não sei muito sobre isso porque ainda não conheço a categoria nem a moto a cem por cento. Estou preparado para dar tudo. A equipa confia em mim e é por isso que estou no MotoGP. Eu também confio muito em mim e na minha capacidade de adaptação. Não sei se me vou adaptar rapidamente ou não, mas vou fazer tudo para dar o melhor de mim, que é o mais importante.”
Questionado sobre se considera merecida a sua promoção ao MotoGP, Holgado preferiu não alimentar comparações com outros pilotos.
“Não me cabe dizer se mereço ou não estar no MotoGP. O Manu González também merece subir. É preciso perguntar às equipas porque escolhem determinados pilotos em vez de outros. Essa não é a minha função. Eu sou piloto e o meu trabalho é dar cem por cento, concentrar-me em mim próprio e ajudar a minha equipa a alcançar os melhores resultados possíveis.”
















