Com os lugares disponíveis no MotoGP para 2027 a desaparecerem rapidamente, três nomes sonantes do paddock falaram sobre as negociações que poderão levá-los ao Mundial de Superbike (WorldSBK), aumentando ainda mais as especulações sobre o mercado de pilotos para a próxima temporada.
A “silly season” está ao rubro e, à medida que as equipas de MotoGP fecham os seus alinhamentos, várias formações do WorldSBK tentam garantir alguns dos pilotos mais experientes que poderão ficar sem lugar na categoria rainha. Jack Miller, Alex Rins e Franco Morbidelli foram questionados esta quinta-feira, antes do Grande Prémio de Aragão, sobre os seus planos para 2027.
“É uma forma diferente de competir… mas estou entusiasmado com o desafio”
Veterano do MotoGP, Jack Miller soma 11 temporadas na categoria, tendo competido por praticamente todos os fabricantes do pelotão e acumulado 210 Grandes Prémios. O australiano conquistou 23 pódios e quatro vitórias, mas já sabe que deixará a Prima Pramac Yamaha no final da temporada, sendo substituído pelo espanhol Izan Guevara, que fará dupla com Toprak Razgatlioglu em 2027.
Sobre o futuro, Miller admitiu que está a analisar seriamente a hipótese de mudar para o WorldSBK.
«Estou a olhar para algumas opções no WorldSBK e a tentar fazer essa transição. Com a experiência que adquiri ao longo de 11 anos com os pneus Michelin, espero conseguir levar parte desse conhecimento para lá e perceber o que podemos fazer numa forma diferente de competir. São motos diferentes, um formato de fim de semana diferente, mas estou entusiasmado com o desafio. Existem algumas possibilidades, mas não temos pressa em fechar algo amanhã. O importante é tomar a decisão que mais me agradar para o futuro. Tem de fazer sentido para mim, para a forma como vejo a minha carreira nos próximos anos e para o caminho que quero seguir.»
“Tenho algumas opções no WorldSBK, em boas equipas”
Outro piloto que ficará sem lugar no MotoGP em 2027 é Alex Rins. O espanhol da Yamaha confirmou que está em conversações com equipas do Mundial de Superbike, embora revele ter também outras propostas fora do paddock.
«Em relação ao meu futuro, sinceramente ainda não sei. Tenho algumas oportunidades noutros campeonatos, incluindo o WorldSBK, mas também existem outras possibilidades. Ainda preciso de decidir, analisar tudo e refletir. Felizmente tenho algumas opções no WorldSBK, em boas equipas e, como disse, também existem oportunidades noutros campeonatos que me surpreenderam e que considero bastante interessantes.»
Rins, de 30 anos, conta com oito vitórias no MotoGP e foi um dos protagonistas da luta pelo título em 2020, terminando o campeonato na terceira posição.
Morbidelli confirma contactos com o WorldSBK
Também Franco Morbidelli parece estar cada vez mais próximo de uma mudança para o Mundial de Superbike. A VR46 já anunciou Fermín Aldeguer para 2027, deixando o italiano sem lugar garantido na equipa.
Morbidelli, que compete no MotoGP desde 2018 e soma três vitórias e oito pódios, preferiu manter alguma reserva sobre o seu futuro.
«Estamos a discutir o que vamos fazer no próximo ano. Temos estado a falar com algumas pessoas e estamos a tentar resolver a situação o mais rapidamente possível, mas ainda não há nada definido.»
Quando questionado diretamente se esses contactos envolvem equipas do WorldSBK, a resposta foi curta e esclarecedora:
«Sim.»
Com vários lugares ainda por preencher no Mundial de Superbike, Miller, Rins e Morbidelli surgem como alguns dos nomes mais apetecíveis do mercado para 2027, numa possível migração em massa de pilotos provenientes do MotoGP.
















