Com o Grande Prémio de Aragão já em andamento, Pedro Acosta fez esta quinta-feira um balanço da situação que a KTM atravessa e das suas próprias sensações numa temporada em que, apesar das limitações do atual pacote, garante estar a evoluir enquanto piloto. O espanhol falou também das suas expectativas para o MotorLand, da importância de estar preparado para o momento em que a fábrica conseguir oferecer-lhe mais desempenho e do seu futuro ao lado de Marc Márquez.
Acosta assume que não haverá novidades por parte da KTM para este Grande Prémio e que terá de continuar a extrair o máximo do pacote atual.
«Também não está nas minhas mãos. No dia em que me disserem que temos mais potência, ótimo. Até lá, vou continuar com aquilo que tinha nesta pista no ano passado. Não é algo que me preocupe. Acho que estou a fazer boas corridas com o que temos neste momento. Está a ajudar-me a crescer enquanto piloto, por assim dizer. Para este Grande Prémio não haverá nada.»
«Procuro tirar 100% do pacote que tenho»
O piloto espanhol admite estar ansioso pelo teste de Valência, mas mantém o foco em aproveitar ao máximo os recursos disponíveis atualmente.
«Tenho vontade que chegue, não vou mentir, mas neste momento acho que estou numa boa fase com a fábrica e também num bom momento pessoal. Procuro apenas tirar 100% do pacote que tenho, sobretudo em circuitos onde no ano passado tinha muitas dificuldades em fazer melhor.»
Acosta encara esta fase como uma preparação para o futuro, tanto a nível mental como técnico.
«Isto está a ser uma verdadeira preparação, tanto mental como técnica. Também me dá muitas oportunidades para experimentar coisas na moto e perceber o que preciso para ser rápido. Estou num bom momento agora.»
O piloto da KTM valoriza a transparência da marca e assume que não haverá uma grande revolução na moto até ao final da temporada.
«Sabem que falo muito claramente com todos e digo aquilo que penso. Na KTM foram bastante sinceros comigo. Este é o pacote que temos neste momento. Não haverá uma revolução até ao final do ano. Acho que cada elemento está a dar o máximo que tem. Temos de estar satisfeitos, porque não podemos tirar de onde não existe.»
«Vou perceber qual é o 100% dos outros»
Acosta destaca ainda a maior regularidade demonstrada esta temporada e celebra a redução significativa dos erros em comparação com o ano passado.
«No ano passado caía muito e perdi muitos pontos por minha própria responsabilidade. Este ano, pessoalmente, só caí na Sprint de Brno, na Sprint de Jerez e na desistência de Assen. Se compararmos todos os zeros que tive no ano passado com os que tenho agora, perdi mais pontos por coisas que não estão nas minhas mãos do que por erros próprios. Por esse passo em frente, estou bastante satisfeito.»
O espanhol também procura baixar as expectativas em relação a um possível pódio, lembrando que as suas hipóteses dependerão igualmente do desempenho dos adversários.
«No final, temos de perceber como estão os outros. Se aparecerem quatro Aprilia imparáveis como em Silverstone, esqueçam o pódio. E se aparecerem cinco Ducati, será exatamente a mesma coisa. Agora temos de subir para a moto amanhã e perceber qual é o nosso 100%, mas sobretudo qual é o 100% dos outros.»
«Marc está, neste momento, mais perto de terminar a carreira do que eu»
Acosta confia no histórico positivo da KTM em Aragão, embora prefira manter alguma cautela para o fim de semana.
«Normalmente, é um bom circuito para nós. Foi aqui que consegui a minha segunda vitória no Moto2. No meu primeiro ano aqui em MotoGP, terminei as duas corridas no pódio. E no ano passado foi o melhor resultado que conseguimos antes da pausa de verão. No papel, parece que podemos ter um bom fim de semana, mas nunca se sabe.»
Por fim, Acosta desvalorizou o hate que recebeu após uma entrevista e voltou a defender os comentários que fez sobre Marc Márquez, considerando que apenas constatou uma realidade.
«Nem sequer tinha visto que tinha recebido hate. Para mim, fiz uma entrevista muito boa. Mas, no final, não disse nada de novo para ninguém. Estou no meu terceiro ano de MotoGP e o Marc já estava no MotoGP desde que eu tinha nove anos. Portanto, é evidente que, seja pela idade, pela condição física ou pelo que quer que seja, o Marc está neste momento mais perto de terminar a carreira do que eu. Não sei o que esperar quando me colocarem na boxe e eu começar a partilhar a equipa com ele. Mas, pelo menos desta vez, acho que não me enganei naquilo que disse.»
















