Desde a sua chegada ao Mundial em 2008, Marc Márquez tem sido um dos protagonistas incontornáveis do MotoGP. Apesar dos problemas físicos que continuam a afetá-lo também nesta temporada, o nove vezes campeão do mundo mantém-se entre os pilotos de destaque. Resultados que permitem ao piloto de Cervera continuar plenamente envolvido na luta pelo título após a primeira metade do campeonato.
Depois das primeiras 12 rondas da temporada, Marc ocupa o quarto lugar do campeonato, a 40 pontos do líder Jorge Martín. O espanhol continua na luta com o piloto da Aprilia e com os seus colegas de marca Marco Bezzecchi, Ai Ogura e Raúl Fernández, bem como com o outro piloto da Ducati, Fabio Di Giannantonio, que está apenas um ponto atrás.
Com quase 15 anos de experiência no paddock do MotoGP antes de se mudar para o Mundial de Superbike, onde atualmente compete pela BMW, Miguel Oliveira enfrentou Márquez em inúmeras ocasiões ao longo da carreira. Numa entrevista à Speedweek, o português deixou rasgados elogios ao espanhol.
“Do ponto de vista da pilotagem, ele é o maior de todos os tempos”, afirmou Oliveira. “Está a surgir uma nova geração, mas neste momento não vejo ninguém capaz de colocar verdadeiramente o Marc em dificuldades.”
Apesar de a grelha do MotoGP estar prestes a receber alguns dos maiores talentos da Moto2, como David Alonso, Dani Holgado e Izan Guevara em 2027, e já ter acolhido nos últimos anos jovens promessas como Diogo Moreira, Miguel Oliveira não vê grandes ameaças para Márquez no horizonte. A única exceção é Pedro Acosta.
“Para mim, o Acosta é o mais forte. É o único em quem se consegue identificar algo diferente. Os outros são todos parecidos. O Diogo também é um grande piloto, mas não é o Acosta”, observou o piloto português de 31 anos.
Entre os jovens mais promissores da atual grelha está também Máximo Quiles, líder do Mundial de Moto3. Embora Oliveira reconheça o enorme potencial do protegido de Márquez, prefere não fazer previsões precipitadas sobre o seu futuro.
“É um dos poucos jovens da Moto3 que se destaca, mas é muito difícil avaliá-lo. Além disso, é injusto colocar tantas expectativas e tanta pressão sobre um piloto tão jovem”, concluiu o português.
Oliveira recordou ainda que vários pilotos que brilharam na categoria mais pequena, como José Antonio Rueda ou Izan Guevara, encontraram dificuldades para repetir imediatamente o sucesso após a subida para a Moto2.
















