O CEO da Aprilia teve de vir a público comentar a polémica atitude de Marco Bezzecchi no sábado, em Brno. Massimo Rivola, que já se tinha pronunciado após o acidente múltiplo provocado por Jorge Martín na Hungria, voltou a abordar um episódio delicado envolvendo um dos seus pilotos. Foi um fim de semana intenso para a Aprilia e para Bezzecchi, líder do campeonato, e Rivola não fugiu ao tema.
Rivola começou por apresentar um pedido de desculpas:
“Antes de mais, também nós pedimos desculpa aos comissários de pista. A penalização é irrepreensível do ponto de vista da severidade, no sentido de que não podemos tolerar um gesto destes. A razão pela qual recorremos foi porque, no passado, episódios muito menos graves foram tratados de forma diferente. A nossa intenção era vê-lo na mesma em pista, talvez com uma multa pesada, mas seguindo um critério semelhante ao adotado anteriormente. Esse critério não foi aplicado e está tudo bem assim. Não temos nada a acrescentar, a decisão é justa e nós aceitamo-la.”
O dirigente também comentou a fase mais difícil que a Aprilia atravessa, apesar de liderar o campeonato:
“Como costumo dizer, quando as coisas correm bem não somos génios e quando correm mal não somos incompetentes. Simplesmente temos de continuar a trabalhar sem olhar demasiado para a classificação. Acho que temos uma moto competitiva e um grupo de pilotos muito forte. O Ai Ogura voltou a demonstrá-lo hoje. Ao mesmo tempo, é preciso dar os parabéns aos nossos rivais. A Ducati deu um passo em frente muito importante, para além dos nossos próprios problemas. O Márquez já assustava quando não estava na melhor forma física; agora que está bem, assusta ainda mais.”
Por fim, Rivola admitiu que a luta pelo título aumenta inevitavelmente a pressão sobre os pilotos:
“Boa pergunta… Quando se luta por algo importante, é inevitável que a tensão aumente. De certa forma, até me agrada que seja assim. Acho que eu próprio, na minha função, ainda tenho margem para melhorar na gestão dos pilotos. Mas prefiro ter pilotos verdadeiros, pessoas reais, que reagem emocionalmente. Obviamente condeno o que aconteceu e quero que as minhas palavras sejam interpretadas corretamente. Aquela reação foi errada. Mas, ao mesmo tempo, estes são pilotos que dão algo mais. Colocam o coração, não apenas a cabeça. E eu gosto deste tipo de pilotos, embora neste caso o comportamento seja absolutamente condenável.”
















