Fabio Quartararo caiu no GP da República Checa de MotoGP na segunda volta, encerrando mais um fim de semana difícil para o francês, que voltou a sentir a Yamaha M1 sem qualquer potencial competitivo.
A moral de Quartararo dentro do projeto Yamaha, que deverá abandonar rumo à HRC em 2027, atingiu novos mínimos no GP da Hungria, onde chegou a admitir que estava a pilotar apenas para evitar lesões.
Em Brno, voltou a atacar e a pilotar no limite, mas acabou sem pontos após cair na segunda volta da corrida de domingo, com 21 voltas. O francês tentou alterar a sua abordagem após perceber, na sequência da Sprint, que tinha travado demasiado cedo nas voltas iniciais.
Fabio Quartararo explicou depois da corrida:
“Ontem vimos que, no início da corrida, eu não estava a travar o suficiente, por isso o meu comentário foi que o feeling não era bom e falámos esta manhã que eu tinha de travar mais tarde no início da corrida. Portanto, o feeling não estava realmente lá. Fiz algumas ultrapassagens no limite, porque ultrapassei o Brad [Binder], o Maverick [Viñales] e o Luca [Marini], mas isso só durou uma volta e meia. Os meus comentários são muito claros e tento dar o meu máximo, mas hoje só queria desfrutar, tentar atacar ao limite, como gosto de pilotar, mas infelizmente neste momento não conseguimos fazer isso.”
Quartararo acrescentou ainda:
“Sinceramente, só queria atacar, mas se realmente atacas, isto é o que acontece [a queda], por isso prefiro isto do que ficar nas rodas e ser 1,5 segundos mais lento.”
O piloto da Monster Energy Yamaha explicou que, com a versão 2026 da Yamaha, a diferença entre estar no limite e cair é ainda mais pequena do que em 2025, porque conhecia melhor a versão anterior da YZR-M1.
Quartararo afirmou:
“O problema é que, no ano passado, eu sabia o que estava a fazer, sabia onde estava o limite, sabia onde podia atacar, mas este ano estou perdido em relação ao potencial da moto. De certeza que o potencial não está lá, mas sem potencial também existe um limite, e esse limite nunca se sente verdadeiramente. Não há tração, não há curva, não há potência quando precisas. Na subida com o Luca na primeira volta, não consegues aguentar. E mesmo nas ultrapassagens, com o Luca, era quase um suicídio para lutar pelo 12.º lugar. Há muitas coisas, mas esta vai ser a minha mentalidade daqui para a frente: não sei o que vai acontecer, mas pelo menos vou tentar atacar quando sentir isso.”
















