De saída para a equipa Gresini no final da temporada, Joan Mir ainda tem meia época pela frente para melhorar algumas das suas estatísticas, e o Grande Prémio da Alemanha de MotoGP pode representar uma boa oportunidade para isso.
A meio da temporada, o Campeonato do Mundo chega a um dos circuitos mais peculiares do calendário: o Sachsenring, uma pista única no Mundial, com apenas 3,67 quilómetros de extensão e uma corrida disputada ao longo de 30 voltas. A sua reta mais longa tem apenas 700 metros, tornando o traçado alemão um verdadeiro teste à aderência em curva, velocidade em curva e estabilidade da moto. Num circuito estreito e técnico como este, a posição na grelha de partida volta a ser fundamental para evitar manobras arriscadas na primeira curva quando as luzes se apagarem no sábado e no domingo.
Em 2025, Johann Zarco colocou a Honda RC213V na primeira linha da grelha no Grande Prémio da Alemanha, numa prova que acabou marcada por inúmeros acontecimentos inesperados. E é precisamente o francês, atualmente ausente devido a lesão, que serve de referência para Mir, que continua apenas oito pontos atrás dele na classificação geral.
Num mar de quedas e resultados desapontantes, o quinto lugar conquistado por Joan Mir em Brno surge como uma verdadeira lufada de ar fresco, ou até mesmo uma miragem, já que não conseguiu repetir um desempenho semelhante na ronda seguinte, em Assen.
Último dos pilotos Honda na classificação do campeonato, ocupando o 18.º lugar e acumulando já 14 quedas antes mesmo de chegar a meio da época, o impulsivo piloto espanhol tem pelo menos como objetivo ultrapassar Johann Zarco na tabela antes do regresso do francês, previsto para setembro.
Para isso, existe uma pequena nota de esperança: os progressos demonstrados em Assen nas poucas zonas mais lentas e técnicas do circuito neerlandês. Resta saber se essas melhorias serão suficientes para transformar em pontos a velocidade que o campeão do mundo de 2020 tem mostrado em várias ocasiões.
Joan Mir:
“Chegamos com a mesma mentalidade de muitas corridas anteriores: uma abordagem renovada e prontos para enfrentar o fim de semana com toda a intensidade. O Sachsenring é um circuito realmente único, onde passamos muito tempo inclinados e a explorar o limite de aderência dos pneus. Por isso, temos de trabalhar para melhorar as sensações nestas condições. Em Assen conseguimos ser mais competitivos em algumas das secções mais lentas e técnicas do circuito, e espero que isso nos coloque numa boa posição para este fim de semana. Depois teremos algumas semanas de pausa, que serão bem-vindas para recarregar energias.”
















