Marc Márquez concedeu uma entrevista ao canal de YouTube Soy Blanc e falou sobre a sua condição física e o futuro. Todos sabem que o campeão espanhol teve de enfrentar inúmeras lesões ao longo da carreira e que continua a conviver diariamente com as suas consequências.
“Há cinco anos ainda conseguia ter algumas horas livres, treinava e descansava. Agora tenho muito poucas”, explicou Marc. “Depois de tantas lesões, faço um treino cardiovascular, outro de força, depois recuperação e ainda um treino complementar específico para o braço direito.”
O piloto da Ducati sabe que tem de aceitar determinados compromissos se quiser continuar a competir — e a vencer, como tem feito.
“Um atleta, à medida que envelhece e acumula lesões, tem de aprender a viver com a dor. Não se pode estar sempre a queixar, caso contrário passas o dia inteiro na fisioterapia. Não consigo dormir sobre o lado direito por causa do braço. Para mim, isso está proibido”, revelou.
Apesar de tudo, Márquez sempre demonstrou uma enorme força mental, algo que lhe permitiu superar os momentos mais difíceis da sua carreira. No entanto, nunca recorreu à ajuda de um psicólogo desportivo.
“Não. O meu grande apoio psicológico vem das pessoas que tenho à minha volta”, afirmou. “Tive a sorte de estar rodeado de pessoas equilibradas e que sempre me respeitaram. Certos momentos, como as lesões e os períodos de recuperação, são duros fisicamente, mas ainda mais difíceis a nível mental.”
Marc também falou sobre as novas MotoGP de 850 cc, que entram em cena em 2027.
“Já a experimentei em Brno. É mais lenta, mas não acredito que o público vá notar isso.”
Para o espanhol, a maior mudança não será a cilindrada, mas sim a chegada dos novos pneus.
“Penso que a alteração mais importante será a dos pneus. Esperava que reduzissem ainda mais a aerodinâmica. Gostava que tivessem retirado mais.”
Márquez acredita que uma redução mais significativa da aerodinâmica poderia proporcionar corridas mais disputadas.
“Sem tanta aerodinâmica, poderíamos ter mais corridas em grupo, como acontece no Moto3. No MotoGP é mais difícil, porque perdes carga aerodinâmica e a moto torna-se mais complicada de pilotar.”
Ainda assim, o oito vezes campeão do mundo reconhece que todas as eras têm as suas particularidades.
“Temos de nos adaptar. Cada época tem os seus aspetos positivos e os seus aspetos negativos.”
















