Jack Miller falou pela primeira vez sobre a sua mudança para o MOTUL FIM Superbike World Championship com a Yamaha em 2027. O piloto australiano irá juntar-se à Pata Maxus Yamaha nas próximas duas temporadas, depois de competir com o fabricante japonês no MotoGP em 2025 e 2026.
Miller foi anunciado esta semana como companheiro de equipa de Andrea Locatelli, dando o salto do MotoGP para o WorldSBK, mas mantendo-se dentro da família Yamaha após dois anos na Pramac Racing Yamaha. O australiano esteve envolvido no desenvolvimento da Yamaha M1 V4, introduzida esta temporada, e ocupa atualmente o 19.º lugar no campeonato, sendo o segundo piloto Yamaha mais bem classificado.
Sobre a mudança para o WorldSBK, o piloto de 31 anos afirmou antes do Grande Prémio de San Marino, em Misano:
“Estou nas nuvens e ansioso por chegar lá para ver o que conseguimos fazer. Ao mesmo tempo, é uma fase estranha porque ainda tenho muitas corridas pela frente e não posso pensar demasiado no futuro, senão perco o foco. Estou concentrado no presente, mas também extremamente entusiasmado para ver o que acontece no próximo ano. Vai ser um inverno muito ocupado, com a mudança e tudo a ser novo. Continuar esta relação com a Yamaha é algo muito positivo. Sinto-me confortável aqui e estou muito entusiasmado para descobrir o que o futuro reserva para a nossa história em conjunto.”
O australiano explicou ainda que a boa relação com a Yamaha foi determinante para escolher o próximo passo da sua carreira:
“Foi tudo. Trabalhar com esta marca permitiu-nos criar uma relação fantástica. Os resultados não foram os melhores nos últimos anos e temos trabalhado arduamente para melhorar, mas estas coisas levam tempo. Infelizmente, o tempo é algo que nem sempre temos em abundância. Temos sido muito profissionais e gostamos muito de trabalhar juntos. Isso torna tudo mais fácil, porque continuo rodeado de muitas pessoas familiares. Ao mesmo tempo, o projeto de WorldSBK é liderado pelo Niccolò Canepa e pela sua equipa. É como continuar na mesma família, apenas numa divisão diferente. Para mim, o mais importante nesta indústria é alinhar-me com marcas com as quais possa construir relações de longo prazo. Encontrei uma casa na Yamaha, sinto-me respeitado e valorizado como parte importante do projeto. Tenho a sensação de que eles sentem o mesmo e que daí poderão surgir outras oportunidades.”
Miller entrará na sua época de estreia no WorldSBK já com algum conhecimento da Yamaha R1, depois de a ter pilotado nas últimas duas edições das 8 Horas de Suzuka, onde terminou em segundo lugar em ambas as ocasiões. Também conhece bem Andrea Locatelli dessa experiência, já que correram juntos na prova japonesa.
Além disso, voltará a partilhar o paddock com Miguel Oliveira, que continuará na ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team, e com Brad Binder, que também fará a transição para o WorldSBK em 2027.
Sobre a experiência com a R1, Miller comentou:
“Nunca fui alguém que fugisse a qualquer tipo de corrida. Tenho alguma experiência com a R1, seja a conduzir a minha própria moto, em track days ou nas 8 Horas de Suzuka. A sensação inicial da moto e o seu ADN já me são familiares. Gosto muito dela. Com a chegada dos novos pneus no próximo ano, penso que isso vai mexer um pouco com tudo. E ter outros pilotos como o Brad a juntarem-se ao campeonato torna tudo ainda mais interessante. Eu, o Brad e o Miguel temos a ambição de voltar a lutar uns contra os outros como fazíamos nos tempos do Moto3. São pilotos com quem corro há muitos anos.”
















