A ideia de reduzir o número de motos disponíveis para cada piloto durante as sessões de treinos livres de sexta-feira e sábado para apenas uma, regressando depois ao formato habitual de duas motos para as corridas de sábado e domingo, poderá estar definitivamente afastada.
De acordo com informações dos nossos colegas da Motorsport.com, a proposta apresentada pela Aprilia e apoiada pela Ducati — com o objetivo de reduzir custos, investimentos e, consequentemente, o número de técnicos nas boxes — entrou num impasse. Isto apesar de, há apenas um mês, a medida parecer estar muito perto de ser aprovada.
Na origem deste bloqueio estará a falta de unanimidade dentro da MSMA (Associação dos Fabricantes), devido à oposição da KTM. Esta posição impede que a proposta seja levada à Grand Prix Commission, onde necessitaria de aprovação para ser incluída nos regulamentos.
As discussões serão retomadas dentro de três semanas, em Silverstone, palco da primeira corrida de MotoGP após a pausa de verão, onde poderá ser tomada uma decisão final sobre o tema. No entanto, neste momento, parece pouco provável que os fabricantes consigam ultrapassar as divergências e chegar a uma posição unânime.
Embora a marca de Mattighofen tenha inicialmente demonstrado abertura à ideia de limitar os pilotos a apenas uma moto durante os treinos, já em Assen deixou claro aos restantes fabricantes que se opunha à medida. Uma posição partilhada por várias equipas independentes, que também consideram a proposta prejudicial.
Como salientou recentemente Guenther Steiner, diretor da Tech3, a eliminação da segunda moto permitiria, de facto, reduzir custos, mas traria também uma longa lista de problemas.
Desde logo, a menor disponibilidade de motos tornaria significativamente mais lento o processo de desenvolvimento, dificultando a aproximação das equipas com mais dificuldades às estruturas de referência. Além disso, qualquer queda teria consequências muito mais graves para os pilotos, que poderiam comprometer todo o fim de semana com um simples erro.
O resultado seria menos voltas em pista, menos espetáculo e até menor exposição para os patrocinadores.
Não surpreende, por isso, que a grande maioria dos pilotos também tenha manifestado fortes críticas à proposta, que poderá acabar por ser arquivada — pelo menos no que diz respeito à temporada de 2027.
















